“Achei que não iria sair dessa”, diz presidente dos Ensacadores que contraiu a Covid-19

por Redação JB Litoral
15/07/2020 21:53 (Última atualização: 3 semanas atrás)

O presidente do Sindicato dos Ensacadores, Lindonei Santos, foi infectado pela COVID-19, recentemente.

Por Gabriela Vizine

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias de Paranaguá, antigo Ensacadores, Lindonei Santos, que atualmente está afastado de sua função da diretoria, atendendo a legislação eleitoral, por ser pré-candidato a vereador das eleições municipais deste ano, foi infectado pelo novo coronavírus (COVID-19) na semana passada e vivenciou dias turbulentos em contágio com a doença. Trabalhando há 15 anos no Sindicato, desde 2017 foi eleito presidente da entidade e com a notícia, do resultado positivo, o dirigente recebeu o apoio e a comoção dos familiares, amigos e trabalhadores do Sindicato.

Os sintomas nos primeiros dias, segundo ele, foram calafrio e febre. Em seguida, tosse. Após os indícios leves iniciais, começou a sentir faltar de ar, se isolou por conta própria e avisou aos familiares que não estava bem. Com isso, foi encaminhado ao Hospital João Paulo II e realizou o teste para averiguar se havia contraído o vírus. Porém, foi informado que o resultado do exame sairia somente 10 dias depois.

Como possui plano de saúde, o presidente do sindicato decidiu utilizar o convênio e realizou o teste em instituição privada, a qual apresenta, normalmente, o resultado em 3 dias. Na data agendada da entrega do resultado final, sua condição física estava pior. “A dor no peito era muito grande e a falta de ar também. Eu estava mal, com um frio intenso e muito debilitado”, conta.

Com a resposta em mãos, a surpresa: teste positivo. Quando o diagnóstico comprovado saiu, já fazia 1 semana que se encontrava em isolamento. Logo que foi informado, a respeito da confirmação, a equipe médica o encaminhou para o soro e o internou para iniciar o tratamento. “Apesar de ter em mente que poderia estar contaminado, tinha esperança que não fosse nada. Foi uma experiência terrível que eu nunca mais quero passar e não desejo a ninguém”, afirma.

No hospital, ele precisou respirar com ajuda de aparelhos. Foram 3 dias intensos dos quais o presidente os destaca comovido. Ao ser indagado, em relação ao período de internamento, relata, com a voz embargada, que pensou várias vezes que não iria voltar. “Deus me deu uma segunda chance. Pensei muito nos sonhos que tinha para realizar. Pensei no meu trabalho e nas pessoas que dependem do meu serviço. E também na minha família e filhos que eu sei me amam muito”, diz emocionado.

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Ele ficou internado durante 3 dias e precisou respirar com a ajuda de aparelhos.

Na ocasião, foi a esposa quem esteve ao lado dele cuidando de todos os procedimentos e zelando por sua saúde. Seus filhos e mãe não tiveram nenhum sinal da doença, porém sua esposa ficou 3 dias com sintomas leves. Ela também realizou o teste, entretanto foi negativo. Como é pai de três filhos: um rapaz de 20 anos, uma menina de 8 e outra de apenas um ano de idade, ficou bastante preocupado com a situação, afirmando que “são pessoas que dependem muito de mim ainda e eu quero estar presente na vida delas. Quero ajudá-las, crescer com elas e direcioná-las no caminho certo”, pontua.

Hoje, ele está bem e se recuperando do período no qual esteve de frente com a morte. Com o coração agradecido por tantas orações, não encontra palavras para expressar o sentimento de gratidão. “Quero agradecer a todas as pessoas que torceram por mim. Muitas oraram e colocaram meu nome em campanhas. É gratificante ver que tanta gente se importa comigo e que sou valorizado por meu trabalho”, menciona. Ele acrescenta que os amigos do Sindicato também foram muito importantes durante a recuperação.

“Também agradeço à família ensacadora, diretoria do Sindicato e aos profissionais da Clínica São Paulo. Desde os médicos, enfermeiros e zeladores. Graças a Deus e às orações eu consegui voltar”, finaliza.