Acreditando na força da mulher, professora Simone Mello disputa vaga no Legislativo

por Redação JB Litoral
13/11/2020 17:19 (Última atualização: 13/11/2020)

Simone Mello atua como professora na Ilha dos Valadares há 33 anos

Após 34 anos dedicados à educação pública de Paranaguá, a professora Simone Pereira de Mello (MDB), de 55 anos, decidiu colocar o seu nome à disposição da população como candidata a vereadora.

Educadora, mãe e apaixonada pela cidade, Simone Mello leciona desde 1987 na Escola Municipal em Tempo Integral Graciela Elizabete Almada Diaz, na Ilha dos Valadares. “Me formei em 1985, em seguida fui chamada para trabalhar em uma escola rural, onde fiquei por um ano, logo vim para a Ilha dos Valadares, onde estou até hoje”, conta.

A vida de professora vai além da sala de aula, pois ela precisou conhecer a comunidade para entender seus alunos. “Antes mesmo de assumir como diretora, eu precisei andar pelas ruas da Ilha dos Valadares para conhecer os pais, a casa e o dia a dia dos meus alunos para tentar ajudá-los dentro da sala de aula. Com isso, fui percebendo um problema de rua, excesso de lixo, precariedade na saúde, ou seja, vi o quanto a nossa cidade precisa de ajuda”, relata Simone.

Vontade de fazer mais

Filha de renomada militante política, que já assessorou importantes gestores e legisladores, Simone conta que sua mãe, Mezi Pereira de Mello, foi uma das primeiras candidatas a vereadora que, na época, ficou como suplente. “Eu nunca me candidatei a um cargo público, mas minha mãe, quando se candidatou, ficou como suplente. Mas, infelizmente, não chegou a assumir. Acredito que a vontade de ajudar ao próximo está no sangue”.

Com a educação como prioridade, ela ressalta que a saúde, o direito das mulheres, segurança e proteção animal também farão parte das suas pautas na Câmara Municipal. “A minha principal bandeira é a educação, visando, principalmente, as pedagogas. Pois, enquanto estive como diretora, percebi o quão importante é o trabalho da pedagoga, elas se envolvem com os professores, as crianças, os pais, e, apesar do excesso de trabalho, elas não têm direito à hora-atividade, que é garantida por lei para o professor em exercício de docência, sendo que na composição da jornada de trabalho 2/3 (dois terços) da carga horária deve ser para o desempenho das atividades de interação com os educandos e 1/3 (um terço) para atividades extraclasse, destinada para estudos, planejamento e avaliação. As pedagogas também precisam desse tempo para planejar os trabalhos desenvolvidos com os professores, alunos e pais”, explica.

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Além da categoria, Simone observou a deficiência na segurança do ambiente escolar. “Devido à falta de segurança, nossas escolas são arrombadas frequentemente. Após o ocorrido, o diretor que fica com toda a responsabilidade do prejuízo, pois a Secretaria de Educação resolve o problema a hora que quer. Ainda pede para usar o dinheiro do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), que deveria ser gasto com materiais para os alunos. Eu vou cobrar vigilância permanente para cada escola. Guardas que cheguem às 18h e saiam às 6h, pois temos que fazer alguma coisa. Como está não dá para ficar”.

Saúde

Sobre a saúde, ela fala da importância das farmácias nos postos de saúde. “Em relação a nossa saúde, sabemos que não há o cuidado que realmente deveria ter. Temos Unidades Básicas de Saúde (UBSs), médicos, até porque é obrigação do município oferecer isso à população, mas não ter farmácia? O doente tem que sair do posto e ir até à Gabriel de Lara para pegar o remédio, sendo que deveria ter uma farmácia em cada UBS. Precisamos lutar por isso”.

Direito da Mulher

Dentre tantos projetos, a professora reforça a representatividade feminina. “Nós, mulheres, precisamos pensar em nós. É primordial termos políticas públicas voltadas ao bem-estar e segurança. Projetos que ofereçam qualidade de vida. Além de garantirmos um espaço seguro para aquelas que sofrem violência doméstica, pois elas precisam de apoio e de um lugar onde se sintam seguras e acolhidas. Juntas, conseguiremos fazer muito mais pela nossa Paranaguá. Tenho muitos projetos e muita vontade de trabalhar. Só preciso de um voto de confiança”, completa.

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