Acusado de esfaquear a esposa com mais de 30 golpes se apresenta na 1ª S.D.P de Paranaguá

De acordo com a polícia, durante à reconstituição, Grigioli confessou o crime, alegando motivos passionais. Agora deve permanecer preso aguardando julgamento.

por Redação JB Litoral
02/08/2014 14:45 (Última atualização: 02/08/2014)

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Na manhã de quinta-feira, 31, Paulo Sérgio Grigioli, de 40 anos, se apresentou espontaneamente na 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá e ficou recolhido à disposição da Justiça. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 2.ª Vara Criminal de Paranaguá, por  tentativa de homicídio contra sua ex-mulher a facadas no dia 9 de junho.

Como, por coincidência, já estava programada uma reconstituição do crime solicitada pelo Ministério Pública para a tarde de quinta-feira, Grigioli foi levado para participar da reprodução simulada dos fatos, que também contou com a presença de advogados da Defensoria Pública e de uma equipe do Instituto de Criminalística de Paranaguá.

De acordo com a polícia, durante a reconstituição Grigioli confessou o crime, alegando motivos passionais, não ocorrendo divergências entre a versão dele e a que foi dada pela vítima. Agora deve permanecer preso aguardando julgamento.

RELEMBRE O CASO

A tentativa de homicídio ocorreu no início da noite de segunda-feira, 9 de junho, na casa de Grigioli, na Travessa República do Paraguai, Bairro Palmital, onde também funcionava uma oficina de reparação de artigos mobiliários, de sua propriedade.

Graziele Baia Grigioli, de 31 anos, foi ferida com mais de 30 facadas e encontrada caída dentro da estofaria, mas estava consciente. Ela foi atendida pelo Samu e, em seguida, conduzida ao Hospital Regional do Litoral, onde ficou internada, em estado grave, e atualmente ainda se recupera dos ferimentos em Santa Catarina, onde reside com familiares.

Segundo o que foi apurado pela polícia, antes da tentativa de homicídio, Graziele já tinha sido vítima da violência do ex-companheiro.  No mês de abril, a feriu com um golpe de faca no pescoço. Em função disso, havia um procedimento de medida protetiva que determinava o afastamento de Grigioli. Porém, como a vítima não tinha com quem deixar o filho pequeno, quando ia para o trabalho, continuava mantendo contato com ele.

No dia dos fatos, Graziele chegou para pegar o menino de quatro anos e Grigioli à chamou para dentro da moradia, dizendo que deveria assinar um documento. Em suas declarações à polícia, a mulher contou que ao entrar na casa, o homem passou a esfaqueá-la na frente do filho menor e, em seguida, fugiu levando a criança.

AJUDA

Apesar da gravidade dos ferimentos, Graziele conseguiu abrir a porta da estofaria e pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram o Samu. Grigioli entregou o filho aos familiares e depois disso sumiu. Desde então ele estava sendo procurado pela polícia.

 

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