Após acidente, motoboy tem pernas amputadas e categoria faz corrente do bem

por Maisy Pires
11/04/2020 14:54 (Última atualização: 11/04/2020)

Motoboy segue internado na UTI do Hospital Regional do Litoral. (Foto: Reprodução/Facebook)

O motoboy Maxsuel da Silva, 33 anos, teve suas duas pernas amputadas após se envolver em grave acidente na última quinta-feira (9), na BR-277, próximo ao viaduto Nelson Buffara, em Paranaguá. 

Maxsuel transitava sentido Porto de Paranaguá, quando perdeu o controle da moto e derrapou em uma grande quantidade de soja em grãos na rodovia. Um caminhão que vinha logo atrás tentou desviar do rapaz, mas, ao mudar de faixa, colidiu frontalmente com um outro caminhão. 

Porém, a tentativa do caminhoneiro não foi o suficiente para evitar o atropelamento. O eixo traseiro do veículo passou sobre as duas pernas do motociclista. 

Segundo informações dos familiares, ele teve as duas pernas amputadas e segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Solidariedade 

O jovem é o responsável pelo sustento da sua família e, devido a atual situação, o grupo dos motoboys da cidade criou uma corrente do bem para arrecadar equipamentos hospitalares, alimentos e pedir ajuda financeira para pagar o aluguel da casa onde o profissional mora com sua esposa e filha, de quatro meses.  

Ao retornar para casa, o rapaz precisará de cadeira de rodas, colchão d’água, alimentos, produtos de higiene, enfim. Segundo os amigos, toda ajuda é bem-vinda. 

Caso queira ajudar entre em contato nos telefones: 

98453-6322 – Breno / 99978-5754 – Alex 

Ou deposite qualquer valor na conta: 

Caixa Econômica Federal: Agência: 0398 / Operação: 013 (poupança) / Conta: 42707-2  

Andreza Velozo Correa – CPF: 105.846.449-30

Falta de iluminação

A falta de iluminação em toda a extensão do viaduto Nelson Buffara, na entrada da cidade, é um problema desde antes da inauguração e já foi virou notícia no JB Litoral, após denúncia de moradores e caminhoneiros.

O caminhoneiro Erineu Miguel Guterres, de Carazinho (RS), comentou, em uma das reportagens, que passar no local, à noite, é perigoso.  “Com a falta de iluminação, os noias aproveitam para fazer emboscadas e abrir as bicas dos caminhões, as tradicionais vazadas, despejando todo o produto que carregamos no chão. Com isso, eles utilizam esse produto para vender. É um absurdo, a gente não tem segurança nenhuma”, lamenta.

Confira a matéria na íntegra: Falta de iluminação em viaduto facilita que caminhoneiros sejam vítimas de ‘vazadas’