Aumento de mais de 100% nos casos de dengue colocam Paranaguá em epidemia

por Luiza Rampelotti
05/05/2020 18:39 (Última atualização: 06/05/2020)

Além de Paranaguá, mais 222 cidades estão em situação de epidemia. Foto: Reprodução

Já são 157.418 mil casos confirmados de dengue no Paraná, desde o começo do ano epidemiológico iniciado em agosto de 2019 e que se finda no final de julho de 2020. O boletim da dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA) nesta terça-feira (05), mostra, ainda, que 122 pessoas morreram devido à doença.

Mais de 55% dos municípios do Estado, ou seja, 223 estão em situação de epidemia. Um deles é Paranaguá, que apresenta, proporcionalmente, incidência maior que 300 casos autóctones (contraído na própria região) por 100 mil habitantes.

Até a semana passada, dia 28 de abril, a cidade apresentava 259 casos confirmados. Nesta semana, o número aumentou em 101%, com 521 confirmações, isto representa 339,05 casos a cada 100 mil habitantes. Além destes, outros 113 casos estão em investigação.

De acordo com o Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os dados são preocupantes. “O Governo do Estado mantém o alerta e a vigilância, apoiando as ações de combate e controle da dengue em todas as regiões e municípios. Mas temos que contar com o apoio da população, não esquecer do cuidado, mesmo neste período que enfrentamos o coronavírus”, diz.

Evitar água parada

Em Paranaguá, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) promoveu, na quinta-feira (30), treinamento para profissionais da saúde sobre classificação de risco e manejo da dengue. A identificação precoce dos casos auxilia na tomada de decisões e implantação de medidas de combate. “Assim que identificamos aumento de casos, reforçamos as ações junto à 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, e a capacitação está entre as principais medidas neste momento. Relembramos, ainda, que a cidade teve histórico de mais de 15 mil casos autóctones durante a epidemia entre os anos de 2015/2016”, disse a Coordenadora de Vigilância Ambiental da SESA, Ivana Belmonte.

O Diretor da 1ª Regional de Saúde, José de Abreu, destaca que neste momento de isolamento domiciliar, devido ao combate ao coronavírus, é imprescindível que as pessoas aproveitem o período para manter limpas as suas residências e terrenos. “Pelo menos uma vez por semana as pessoas têm que buscar focos de água parada dentro de sua residência, porque é ali que há uma proliferação de mosquitos. Sem esquecer-se de proteger as caixas d’agua, olhar os ralos de pias, e procurar se a água não se acumula em algum lugar no interior dos terrenos. Quem tem ar condicionado, precisa observar se na bandeja de condensação não tem uma água acumulada. Aquelas geladeiras um pouco mais antigas também podem ter água e abrigar o mosquito”, recomenda.

Diretor Regional de Saúde José de Abreu
Diretor da 1ª Regional de Saúde, José de Abreu

O JB Litoral procurou, também, a Secretária Municipal de Saúde Lígia Regina de Campos Cordeiro, para falar sobre como o Município tem se preparado para enfrentar os dois problemas de saúde pública que assolam a cidade: a dengue e o coronavírus. No entanto, até o fechamento da reportagem, não houve retorno.