Ayrton Senna está sendo recuperada; trecho de 6.6 km ganha pavimentação

por Luiza Rampelotti
30/09/2020 18:13 (Última atualização: 30/09/2020)

Manutenção está acontecendo desde o dia 14 de setembro e tem previsão de 30 dias duração.

Os motoristas que passam pela Avenida Ayrton Senna da Silva, em Paranaguá, nas últimas semanas, devem se surpreender com a movimentação de máquinas e trabalhadores que estão realizando manutenções na pista, nos trechos entre os quilômetros (km) 1.5 ao 8.1 (finalizando no porto de Paranaguá). As obras na via que dá acesso ao porto são reivindicações antigas, tanto dos moradores quanto dos motoristas/caminhoneiros que precisam transitar pela avenida.

De responsabilidade do Governo Federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Paraná (DNIT/PR), a Ayrton Senna, na verdade, é uma extensão da BR-277 e um dos principais acessos ao porto Dom Pedro II. Desde o dia 14 de setembro, a prolongação de 6.6 km está recebendo concreto asfáltico (CBUQ) para pavimentação e melhoria de alguns locais da via.

De acordo com o DNIT/PR, os pontos para manutenção foram decididos após levantamento dos trechos mais críticos da BR-277, em Paranaguá. A previsão é de que as obras sejam concluídas em até 30 dias.

O início da execução dos serviços necessários de manutenção rodoviária, conservação e recuperação da rodovia está autorizado desde março do ano passado, quando a Differencial Engenharia Ltda venceu o procedimento licitatório de Pregão nº 0018/2019-09, do DNIT, pelo valor de mais de R$ 10.2 milhões.

Pelo valor, a empresa deve realizar os trabalhos tanto na BR-277, em Paranaguá, quanto na BR-376, em São José dos Pinhais, na BR-476, em Araucária, e na BR-116, em Curitiba. O prazo de vigência do contrato é de 820 dias, ou seja, pouco mais de dois anos para a execução dos serviços nos 23,40 km totais que receberão as manutenções.

Por falta de recursos federais, Portos do Paraná deve bancar obras

O JB Litoral perguntou ao DNIT/PR sobre a última manutenção realizada nos trechos da BR-277 já citados, que estão sob sua concessão, porém, o órgão não informou. Um levantamento feito pela equipe de jornalismo mostrou que as últimas recuperações deveriam ter acontecido nos anos de 2017 e 2014 (ambas com prazo de vigência de mais de dois anos), quando a autarquia investiu, ao total, mais de R$ 20 milhões para a execução de obras em rodovias federais localizadas no Paraná, entre elas, nos mesmos locais que estão sendo melhorados atualmente.

No entanto, questionado a respeito da necessidade de realizar intervenções no trecho que dá acesso ao porto, em 2018, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes alegou não ter dinheiro para fazer as manutenções necessárias. Então, a extinta Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), atual empresa pública Portos do Paraná, decidiu que investiria recursos para executar obras que melhorassem esse acesso.

Com isso, ao custo de R$ 12.7 milhões, foi erguido o viaduto Nelson Buffara, na entrada da cidade, que melhorou o trânsito na região e agilizou a movimentação de cargas em direção ao porto, inaugurado em outubro de 2019. Além disso, também foi autorizada a contratação do projeto executivo de engenharia para restauração e ampliação de capacidade da Avenida Ayrton Senna, um trecho de 8.1 km de extensão, entre a continuação da BR-277 e o porto.

O projeto prevê modernização viária, aumento das capacidades de tráfego e de acessibilidade, além de ciclovia e iluminação. O custo máximo para elaboração é de R$ 3.3 milhões. Ainda existe a previsão da construção de quatro trincheiras.

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Manutenção está acontecendo desde o dia 14 de setembro e tem previsão de 30 dias duração.

DNIT diz que a manutenção das vias é continuada

O grande fluxo de veículos pesados que passam, diariamente, pela BR-277, rumo ao porto de Paranaguá, contribui para que o mal estado de conservação da via seja um problema recorrente. Somente o Pátio de Triagem do porto recebe cerca de dois mil caminhões todos os dias, além dos milhares que carregam/descarregam nos armazéns.  

Segundo o DNIT/PR, para garantir as boas condições da pista, “o órgão possui, em toda a sua malha, contratos de serviços continuados de manutenção e conservação rodoviários”.

Vale destacar que outras partes da rodovia federal são pedagiadas e administradas pela Concessionária Ecovia Caminho do Mar S/A, que mantém sob sua responsabilidade 175,1 km de estradas entre Curitiba e o litoral paranaense, incluindo 84 km da BR-277.

Ayrton Senna pode ser incluída em nova concessão de pedágio

Os últimos 06 km da via, que dá acesso ao porto, foram deixados de fora do Anel de Integração do Paraná – plano de desenvolvimento regional que passava pela concessão de rodovias à iniciativa privada – concluído em 1997, quando foram assinados os atuais contratos de concessão do sistema estadual de pedágio, com validade de 24 anos.

A Ecovia iniciou as atividades naquele ano e segue com a administração dos trechos até o ano que vem. Por isso, desde o ano passado, o Estado negocia com a União para incluir, pelo menos, mais mil km de rodovias estaduais nos lotes que serão concedidos a partir de 2021.

O objetivo é que as vias passem a ser de responsabilidade do Governo Federal, que está realizando estudos para a nova concessão de estradas, que será licitada no ano que vem. Os 06 km da Ayrton Senna estão na proposta e, caso aprovados, serão incluídos na nova licitação para escolha das empresas que cobrarão pedágio e realizarão a manutenção/conservação das rodovias.

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