Bala de banana de Antonina: tradição e união

por Redação JB Litoral
10/11/2020 22:54 (Última atualização: 2 semanas atrás)

Apesar da concorrência comercial, empresas unem esforços para divulgar o nome da cidade

Por Marinna Protasiewytch

Com a história datada do século XVII, Antonina surgiu de uma miscigenação entre índios carijós e transeuntes da época, que fundaram a freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa. No dia 6 de novembro de 1797, se tornou vila e o nome foi adotado em homenagem ao Príncipe da Beira Dom Antônio. Em 2020, a cidade completou seus 223 anos e a tradição foi um dos seus principais atributos que tornaram o município conhecido no estado e no Brasil.

A bala de banana, por exemplo, é um dos produtos típicos da região e que leva Antonina, inclusive no nome. Apesar da concorrência, a Bananina e as Balas Antonina são mais que empresas do mesmo ramo, suas histórias se cruzam e fazem parte do município.

Breve história da bala de banana

Bala de banana de Antonina: tradição e união 1
A banana é a obra prima do produto tradicional de Antonina, no litoral paranaense

“Edmundo era representante comercial de doces, e atendia várias regiões do estado. Os seus clientes começaram a pedir uma bala de banana diferente da que ele tinha disponível para venda, e que já era comercializada em Santa Catarina. A insistência dos clientes fez com que Edmundo comentasse com o irmão, Sr. João Andretta, sobre o fato e os dois, após se mudarem para Antonina, iniciaram a construção da primeira fábrica de Bala de Banana em Antonina em 1974, mas os recursos disponíveis acabaram e a fábrica só funcionou em 1982”, explicou Maristela Mendes, proprietária e herdeira da Indústria Floresta, que produz as balas Bananina.

Mesmo ano em que uma família de Santa Catarina chegou à cidade e também iniciou os trabalhos com as balas. “Meu pai e meu avô começaram a empresa, lá em 1979, eles trabalhavam com palmito e vieram de Guaramirim, em Santa Catarina, para Antonina. Mas eles queriam mudar de ramo e viram que existia muita banana na região e trouxeram Zezo, o primeiro baleiro da cidade”, conta Rafaela Takasaki, uma das herdeiras da Indústria Soter, que produz a Bala de Banana Antonina, mais conhecida como a da embalagem verde.

Parcerias e concorrência

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As duas empresas são comandadas, hoje, pela união da segunda e terceira geração das famílias fundadoras das fábricas. E, apesar de concorrentes, as duas instituições trabalham em conjunto para levar o doce e o nome da cidade para o mundo. “Quando meu avô faleceu e minha mãe resolveu reativar a fábrica, foi o Zeca (pai da Rafaela da indústria Soter) que deu dicas, ajudou e não deixou que ela desistisse do sonho de voltar a produzir a bala. Eu admiro muito a história deles e me inspiro nisso todos os dias. É graças ao trabalho do seu Zeca que hoje as balas de banana de Antonina são tão conhecidas e apreciadas. Em todas as palestras que eu tenho dado, nunca deixo de citá-lo, porque hoje só estamos aqui, tendo todo o reconhecimento com o nosso produto, graças ao apoio dele”, explicou Barbara Krenk, herdeira e terceira geração da Bananina.

“Após o falecimento de Zeca, nossa parceria continuou acontecendo com os filhos. Sempre nos ajudaram e nunca negaram apoio”, destacou Bárbara. Rafaela, é da terceira geração da família Soter e reforça o comprometimento mútuo.

Qual é a melhor?

O JB Litoral buscou alguns consumidores para defenderem seu ponto de vista dos produtos, que podem parecer o mesmo, mas têm o seu diferencial. “O que eu mais gosto são os sabores, eles têm muitos produtos e fica difícil de escolher um só. Mas se for para decidir, com certeza a bala de banana com coco é a mais gostosa”, ressalta Beatriz Barboza, estudante de direito.

A Bananina tem como principal diferencial oito sabores, que são: gengibre, pimenta, canela, goiabada, amendoim, abacaxi, coco e panetone, além da tradicional. Consumidora das balas da indústria Soter há 30 anos, Dejanete Santos, aposentada, diz que não há nada igual com a original. “É muito gostosa e também por saber dos cuidados que eles têm com a produção. A matéria-prima é de qualidade, pois acompanham e dão apoio aos produtores. Também por saber que há uma preocupação com o meio ambiente. É difícil expressar as diferenças por palavras, a Bala de Antonina é mais macia e o sabor suave, por ser tradicional é difícil comer só uma”, defendeu Dejanete.

Comentários
(3)

  1. Adoro as balas de bananas de Antoninas. São maravilhosas. Como seria bom se tivesse um lugar aqui em Brasília para compra-las.

  2. Faz uns três anos que não vou ao Paraná mas não esqueço da doçura das balas de Antonina. Parabens.

  3. Excelente indústrias locais e precisam ser valorizadas.

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