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Balas de banana e cachaça valorizam as cidades de Antonina e Morretes

por Redação JB Litoral
03/03/2020 10:30 (Última atualização: 03/03/2020)

Fábrica de balas de banana, Bananina, em Antonina, litoral do Paraná. (Foto: Arnaldo Alves / AEN).

Morretes e Antonina, além do turismo, possuem duas marcas fortes de produtos artesanais na região. As balas de banana e a cachaça ajudam a valorizar a história dos municípios históricos do litoral do Paraná. As balinhas Bananina, como são conhecidas, respeitam uma tradição familiar, mesmo com a inovação da empresa no lançamento de outros sabores da guloseima. Já a cachaça tem registros de produção no litoral paranaense desde 1733, quando Dom Pedro II permitiu a instalação de um engenho em Morretes. No século 19, com a imigração italiana, mais de 50 produtores caseiros passaram a tirar da cana-de-açúcar a sua essência.

Com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) a cachaça e a Bala de Banana, assim como o barreado e a farinha, buscam, para este ano, o selo de Indicação Geográfica (IG), do Instituto Nacional da Propriedade Industrial o (INPI), vinculado ao Ministério da Economia. O IG é a identificação que dá origem a um produto ou serviço. Com a sua conquista, somente os produtores e prestadores de serviços das localidades poderão utilizar o selo.

Mercado da cachaça

A cidade de Morretes lidera a produção de cachaça na região litorânea, contribuindo com aproximadamente 30% de todo o mercado estadual. O município, com cerca de 15 mil habitantes, tem três produtores registrados oficialmente no Ministério da Agricultura, os quais produzem em torno de 10 mil litros por mês da bebida.

Cachaça Morretes
São produzidos por mês, em média, 10 mil litros de cachaça. (Foto: Arnaldo Alves / AEN)

“Morretes é o berço da cachaça, foi um polo de valor inestimável. Tínhamos 62 produtores dentro da cidade e registros documentados do século 16. Eu anseio por esse novo momento. Quero montar uma cooperativa da cachaça, algo com notoriedade, e fazer uma Okfoberfest da cachaça no Litoral”, disse o produtor de cachaça da Casa Poletto, Sadi Poletto.

O líquido passa por testes para garantir a presença reduzida de metais pesados. As versões populares da cachaça não contêm açúcar e todo o processo é auditado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A bebida alcoólica é envasada, por até dez anos, em barris de 225 litros de carvalho, araribá e amburana.

Empresa vira local de visitação

A empresa Bananina, que produz o doce de embalagem alaranjada, abre, aos fins de semana, para visitação, recebendo, em média, 500 turistas por dia. Um dos corredores do estabelecimento conta a história da família. As vendas entre compradores que adquirem o produto, na loja ou em revendedoras autorizadas, totalizam 50%.

“São 75 mil balas por mês. As famílias visitam a casa nos passeios de trem, de van, e depois retornam sozinhas com as suas famílias. O turismo no Litoral tem crescido muito nos últimos anos e especialmente nesta temporada, o que puxou esse movimento de aumentar a produção. É um produto típico que conta a história de Antonina, das nossas tradições e também da minha família”, relatou a proprietária da empresa familiar, Maristela Mendes.

Ainda de acordo com a empresária, a fabricação de forma artesanal desperta interesse. Segundo ela, os turistas tiram fotos com as balas de banana em diversos cantos do exterior e do Brasil, marcando a página da loja nas redes sociais. Mendes busca vender as “laranjinhas”, como é conhecida em Antonina, em várias cidades, não apenas para ampliar o seu negócio, mas, também, para valorizar a cidade e o produto.

Com informações e fotos da AEN