Câmara derruba Comissão Processante contra Jacizinho solicitada pelo MPPR

A Câmara Municipal rejeitou a instauração da CEP na sessão realizada na última terça-feira (16), em Paranaguá

por Redação JB Litoral
01/01/2015 18:00 (Última atualização: 01/01/2015)

NULL

Dez meses após a leitura da resolução que criou a Comissão Especial Processante (CEP), em atendimento aos processos de números 2340/2013 e 2574/2013, do Ministério Público do Paraná (MPPR), protocolados no Legislativo, a Câmara Municipal rejeitou a instauração da CEP na sessão realizada na última terça-feira (16), em Paranaguá.

Na sessão anterior (11), o Projeto de Resolução 408/2014 que criou a CEP foi lido novamente, desta vez, pelo presidente em exercício da sessão, o vereador Adriano Ramos (SDD), que a colocou na ordem do dia para votação na sessão seguinte, onde seria discutida e votada.
Com os cargos definidos, tendo o vereador Adriano Ramos (PROS) como presidente, a vereadora Laryssa Thaiz de Castilho Pereira Poleti Moreira (PRB), como relatora e o vereador Ivan Aparecido Hrescak (PMDB) na condição de secretário, a CEP foi pouco debatida, com alguns vereadores defendendo a falta de provas materiais contra o vereador, o que resultou na sua rejeição. A maioria dos vereadores optou por abster-se da votação, enquanto que os vereadores Adriano Ramos, Laryssa Castilho e Benedito Nagel (PSD) votaram favoravelmente à instauração da CEP. Mas de forma surpreendente, depois de votar inicialmente pela instauração, o vereador Ivan da Fafipar, que era membro da CEP, mudou seu voto sendo contra a investigação, definindo o placar de 4 a 3 pela rejeição. No final da sessão, o vereador Adriano Ramos, que era o presidente da CEP, mostrou-se decepcionado com o resultado da votação. Para ele, a investigação poderia provar a inocência ou culpa do vereador, mas ela sequer chegou a ser colocada em prática. Questionado sobre o fato da CEP ter sido uma iniciativa do MPPR e não da Câmara, o vereador não soube explicar como ficará esta situação.

Nesta semana, o JB irá procurar o MPPR que foi o autor do pedido de investigação, para saber a postura da instituição sobre este caso e trará o resultado em janeiro de 2015. Vale lembrar que seriam alvo da investigação, duas denúncias levadas ao MPPR: a do guarda municipal que o acusa de abuso de poder, numa situação onde o vereador estacionou em local indevido, e o da servidora da câmara, que o acusa de assédio moral. As denúncias foram levadas ao MPPR, que solicitou à Câmara que investigasse ambos os casos.

Deixe um comentário