Câmaras de Paranaguá, Matinhos e Guaraqueçaba ainda mantêm voto secreto

SEM TRANSPARÊNCIA LEGISLATIVA

por Redação JB Litoral
25/12/2014 20:30 (Última atualização: 25/12/2014)

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Na semana  passada, ocorreu a eleição para a mesa diretora que irá comandar a Câmara Municipal de Paranaguá no biênio 2015-2016, movimentará o cenário político municipal nesse final de ano. O atual presidente, vereador Marquinhos Roque (PMDB), deixou o comando do Legislativo. Venceu o grande favorito e elegeu-se novamente presidente da Câmara, o vereador Jozias da Negui (PDT). Apesar da eleição ser importante para a população, não foi possível saber em quem cada vereador votou, uma vez que a votação é secreta. No litoral, apenas as Câmaras de Paranaguá, Matinhos e Guaraqueçaba ainda contam com esse tipo de votação.

O JB entrou em contato com todas as Câmaras do litoral. Os poderes legislativos de Morretes e Antonina, cidades vizinhas à Paranaguá, apesar de serem mais novas, contam ambas com votação aberta para presidente do Legislativo, ou seja, será possível saber em quem cada vereador votou no processo eleitoral. Além disso, os municípios de Guaratuba e Pontal do Paraná contam também com uma Câmara que escolhe seu presidente e mesa diretora de forma aberta, sendo que no legislativo guaratubense o voto é inclusive nominal.

Assim como Paranaguá, que possui a Câmara Municipal mais antiga do Paraná, o legislativo de Guaraqueçaba também conta com votação secreta, segundo informou a assessoria, via telefone. O município de Matinhos igualmente conta com o voto secreto para a escolha do seu presidente e mesa diretora, de acordo com Regimento Interno da Câmara.

Projeto prevê fim do voto secreto

A votação para escolha do presidente da Câmara Municipal que ocorreu no sábado (20) ainda foi de forma secreta, situação que poderia ser mudada, caso o Legislativo tivesse votado e aprovado o projeto de autoria do vereador Adalberto Araújo (PSB), protocolado em setembro de 2013, pedindo o fim do voto secreto no parlamento do município. O projeto foi protocolado com assinatura favorável de todos os vereadores, porém, passado mais de um ano, o projeto não entrou na ordem do dia e ainda não foi ao plenário até hoje.

Segundo a proposta, todas as votações na Câmara passariam a ser abertas, desde cassações de mandato, votação das contas e vetos do prefeito, assim como eleições da mesa diretiva e do presidente da Câmara. “O fim do voto secreto é outro clamor popular, pela transparência e moralidade na classe política, já que o eleitor tem o direito de saber como pensa e como vota o seu representante“, explica Adalberto.

 

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