Cavalca Trading: novo nome, nova estrutura e grande porte

por Redação JB Litoral
22/12/2020 16:35 (Última atualização: 22/12/2020)

(Armazém CAP) Foto: Divulgação CAP

Por Ricardo Vieira

O grupo empresarial Cavalca iniciou suas atividades no final da década de 1940, na região oeste do Paraná. Foi na cidade de São Miguel do Iguaçu, com a criação da Colonizadora Gaúcha, em 1949, sendo a primeira empresa do Grupo.

Cinco anos depois, em 1954, com a alta demanda da colonização da região, nascia o Moinho Iguaçu, ampliando as atividades e crescendo ao passo do desenvolvimento do município.

No começo dos anos 80, expandiu a atuação, junto aos agricultores da região, e deu início à área de comercialização de insumos agrícolas e, em 1986, ampliou para a região de Cascavel.

Visionária, a empresa de agronegócios percebeu, no mercado internacional, uma forma de ampliar o ramo de atividade, fechando a cadeia logística, desde a produção de sementes até o comércio de grãos. Assim, em 2014, o Moinho Iguaçu iniciou as primeiras obras para a construção de um Terminal Graneleiro com o objetivo de exportar granéis sólidos.

Aos 71 anos, nova fase, novos projetos e grandes investimentos

Em 2020, a empresa passou por uma reestruturação, mudando o nome de Moinho Iguaçu para Cavalca Trading e Logística, operando, assim, no Terminal em Paranaguá por intermédio da CAP – Cavalca Administração Portuária.

Com investimentos de mais de 100 milhões de reais em Paranaguá, a CAP ampliará as movimentações pelo Corredor Oeste de Exportação, implantando esteiras para o transporte de granéis, que vão ligar seu armazém aos carregadores de navios. “A expectativa de iniciar as operações, em um terminal próprio em Paranaguá, é grande, possibilitando operar a cadeia logística inteira, desde a origem dos produtos junto aos agricultores paranaenses, até o embarque nos navios, com destino à exportação”, comenta o gerente-geral do terminal, Eulisses Zagonel Machado.

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Com a instalação das novas esteiras já concluída e com testes realizados sem o produto, a CAP aguarda o processo de alfandegamento, para iniciar a operação. “Estamos prontos para operar, aguardando somente o nosso alfandegamento. Assim que o tivermos publicado, queremos iniciar as operações com uma meta de 1.000.000 toneladas, nesse primeiro ano de 2021”, ressalta Machado.

“É um projeto que está acontecendo desde 2015. Com isso, vamos atender a cadeia completa. O empreendimento é bom para a cidade, para a população, traz benefícios e geração de empregos para quem vive aqui.”

O armazém tem capacidade estática de 55 mil toneladas e o potencial de expedição, na correia transportadora, é de 2 mil toneladas por hora. A correia transportadora, do terminal até a empresa, tem 1.275 metros e é totalmente fechada em todo o trajeto.

Sem desperdício, dois tombadores ficam disponíveis para os caminhões, com capacidade de descarga de até 350 toneladas por hora. Ambos contam com sistema de sucção de poeiras, garantindo 100% de aproveitamento da mercadoria. As torres de elevação e de transferência possuem, também, sistema de despoeiramento.

É um grande investimento, pois coloca o Porto de Paranaguá como forte exportador de granéis sólidos do Brasil. “Acredito que o benefício direto, e mais importante, é que o funcionamento da CAP vai trazer a oferta de emprego, tão necessária hoje em dia. Além desse benefício direto, a operação de um novo terminal acaba injetando recursos na economia da cidade como um todo, beneficiando diversos prestadores de serviço”, conclui Eulisses Machado.

Atualmente, são 20 funcionários efetivos e 5 terceirizados na CAP, com a ampliação das atividades, novas contratações serão feitas em 2021, quando o terminal passará a operar com todos os serviços.

Do oeste ao leste, 71 anos de conquistas e desenvolvimento regional.

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