Território Animal

O descaso Hídrico de Paranaguá

O descaso Hídrico de Paranaguá

Após completar um pouco mais de 07 anos, ainda sofremos as consequências das chuvas contínuas de Março de 2011. Diariamente, nos seres humanos, causamos impactos ambientais, ou seja, agredimos nosso meio ambiente sem nos dar conta de que a natureza é implacável e sempre dá o troco à altura. Muitas “águas” rolaram neste tempo! Falando em água, sendo este o nosso bem mais precioso, já pararam para pensar que nossa população, governantes e a concessionária responsável pelo tratamento e distribuição vivem em pé de guerra! Se refletirmos, desde as chuvas de 2011, continuamos a sofrer por nossas ações que parecem culturais (todo tipo de lixo nas esquinas da cidade) e por causa do troco que a mãe natureza tem-nos dado por nossas ações mal pensadas.
 

De lá para cá tivemos o assoreamento dos rios que abastecem o litoral, epidemia de vetores que transmitem doenças tais como: ratos, pombos, mosquitos (LEPTOSPIROSE, TOXOPLASMOSE E DENGUE) e, principalmente, o desequilíbrio ecológico em nossa biodiversidade sem tamanho. Segundo publicado em diversos meios de comunicação, o governo federal repassou R$ 24,9 milhões e R$ 45 milhões foram aplicados pelo tesouro estadual, investidos em recuperação de pontes, vias de acesso, indenização de famílias aos municípios de Paranaguá, Antonina e Morretes.
 

Foto/divulgação

Mas até hoje, não foi investido R$ 1,00 no desassoreamento e limpeza dos rios que abastecem o município, nem por parte do governo municipal, que alega a responsabilidade da concessionária, e nem por parte do governo estadual, representado pelo INSTITUTO DAS ÁGUAS que justifica falta de verbas e recursos para desenvolvimento de tal complexa operação.  Necessitamos explicar e exemplificar a emergência do desassoreamento e limpeza dos rios, a problemática enfrentada na captação da água devido à manutenção constante dos equipamentos causados pela entrada de areia nas bombas de captação de água, a demora em relação aos licenciamentos ambientais e, principalmente, firmar parcerias público/privadas para resolver estas questões de saneamento básico, gestão de recursos hídricos e problemas socioambientais e econômicos que afetarão nosso litoral em um futuro bem próximo.
 

Será que terão coragem?