Comunidade indígena na Cotinga enfrenta dificuldades com a falta de energia elétrica

por Redação JB Litoral
18/08/2020 11:17 (Última atualização: 18/08/2020)

Comunidade indígena na Cotinga enfrenta dificuldades com a falta de energia elétrica 2
A cacique Juliana Kerexu Mirim Mariano responsável pela aldeia explica que em dias de sol forte a placa cumpre bem a sua função, “o problema é quando faz dias seguidos de céu nublado, aí não há energia para a aldeia todo”.

A aldeia Tekoa Takuaty, na Ilha da Cotinga, em Paranaguá abriga 22 indígenas que descendem de uma das heranças mais antigas dos guaranis, no Paraná. Foram eles, os índios, os primeiros habitantes destas terras e por lá ainda tentam continuar suas tradições. Contudo, os moradores da localidade tiveram que incorporar novos hábitos como meio de sobrevivência, entre eles, a luz elétrica.

Para eles, a eletricidade oferece uma adaptação aos tempos modernos o que antes não era permitido: a estocagem de comida refrigerada. Em tempos de pandemia do novo coronavírus, a Covid-19, pensar no amanhã se tornou elemento essencial para o dia a dia. Porém, a região não oferece os serviços de rede elétrica disponibilizados pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Para o fornecimento de luz, existe apenas uma placa solar fotovoltaica instalada na Ilha há aproximadamente 30 anos, de acordo com os habitantes.

A cacique Juliana Kerexu Mirim Mariano responsável pela aldeia explica que em dias de sol forte a placa cumpre bem a sua função, “o problema é quando faz dias seguidos de céu nublado, aí não há energia para a aldeia todo”. Com isso, os indígenas perdem os alimentos que estariam em conservação em geladeiras, ficam sem comunicação e enfrentam outras dificuldades atuais. “Com a escassez de alimento na Ilha, precisamos nos deslocar várias vezes na semana até a cidade para encontrar alimento. Neste momento da pandemia, é um perigo porque coloca nosso povo em risco”, disse a cacique.

Segundo a cacique, os mais novos na aldeia já incorporam muitos hábitos dos “juruás”, os não indígenas, inclusive na alimentação. “Hoje, não há como evitar a miscigenação, os jovens vêm todo o tipo de alimento e querem experimentar. É difícil evitar, mas não é por isso que deixamos de ter a nossa cultura e as nossas tradições”, pontuou.

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O QUE DIZ A EMPRESA

Procurada pelo JB Litoral, a Copel, por meio do superintendente Sidney Garsztka, a empresa está trabalhando nas recomposições do sistema das placas fotovoltaicas. “No caso específico da Cotinga ainda precisamos detalhar as necessidades de componentes junto as placas e não temos previsão definida para regularização. Assim que definido informaremos os novos procedimentos”, informou

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