Considerados “malvados”, operadores portuários são sabatinados na ALEP

CPI DAS TARIFAS PORTUÁRIAS

por Redação JB Litoral
17/08/2017 00:49 (Última atualização: 17/08/2017)

Com mais de 20 minutos de atraso, nesta quarta-feira (16) foi realizada a 4ª reunião da CPI das tarifas Portuárias da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) que busca informações complementares a respeito de ação judicial movida pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná (SINDOP) desde 2007, considerada ilegal pela categoria, em razão da incorporação de seus valores ao custo da tarifa portuária desde 1995.  

Sem a presença da maioria dos integrantes da CPI, entre eles, o deputado Tião Medeiros (PTB), que foi Chefe de Gabinete da Superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) de 2012 a 2014, além do presidente, deputado Fernando Scanavaca (PDT), participaram os deputados Paulo Litro (PSDB), Hussein Bakri (PSD), Bernardo Carli (PSDB) e Ademir Bier (PMDB), que é o relator da CPI.

Foram ouvidos representantes das empresas que operam na estrutura portuária paranaense, cujos operadores portuários discordam da forma como ocorreu essa incorporação e buscam na justiça reaver aquilo que consideram uma cobrança ilegal. A ação tramita na justiça estadual e federal.

Prestaram depoimento, André Luiz Patrocínio e Silva Maragliano, gerente-geral de terminal da Cargill; Claudinei Nogueira, gerente de filial da Agência Marítima Orion; e Albano Simões Pinto, proprietário da Agência Marítima Cargonave. O depoente convidado para a sessão, Robson William Coutinho Pereira, da empresa Fertimport não pode comparecer e enviou um ofício informando da sua impossibilidade e pedindo quer fosse agendada outra data.

Próxima reunião será dia 22

Após deliberarem, os membros da CPI aprovaram que sua oitiva ocorra na próxima reunião, marcada para próxima terça-feira (22), às 10 horas, no Auditório Legislativo da Assembleia. Neste mesmo dia, também deverão ser ouvidos os representantes das empresas Bunge, Marcon, Rocha e PFT.

Diferente da terceira reunião, quando a CPI ouviu as empresas que não fazem dos depósitos judiciais referente à ação entre APPA e SINDOP, a quantidade de questionamentos feitos aos depoentes praticamente triplicou. Entretanto, todas as respostas foram bastante semelhantes, com os operadores portuários considerando altos os valores das tarifas portuárias, apesar de admitirem que os serviços melhoraram nos últimos 10 anos e a APPA vem realizando investimentos da qualificação de seus serviços.

Após mais duas sessões será convocado o SINDOP para ser ouvidos pela CPI. Maiores detalhes sobre os depoimentos dos operadores portuários leia na edição impressa do Jornal dos Bairros que sairá na próxima segunda-feira (21).

 

 

 

 

 

 

 

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