Denúncia de 2004 ao MPPR contra vereador Jozias não foi totalmente apurada até hoje

ESTRUTURA DA PRAÇA PORTUGAL

por Redação JB Litoral
03/12/2014 11:09 (Última atualização: 03/12/2014)

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Uma denúncia formalizada ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) pelo cidadão Paulo Barbosa, no dia 26 de abril de 2004, ou seja, há mais de 10 anos, envolvendo a suposta retirada de uma ampla estrutura metálica da Praça Portugal pela empresa Negui, pertencente ao vereador Jozias de Oliveira Ramos (PDT)até hoje ainda não foi completamente esclarecida em Paranaguá.

Na denúncia feita, o vereador teria se apropriado das estruturas metálicas da praça, relativas à cobertura de uma quadra poliesportiva que ficava ao lado do colégio estadual José Bonifácio e que, as mesmas teriam sido vendidas, sem autorização da prefeitura, segundo o documento enviado ao MPPR. De acordo com Paulo Barbosa, até hoje o caso ainda não foi totalmente esclarecido.O documento enviado para a Promotoria em 2004 informava que foi possível observar as estruturas metálicas no interior da empresa do vereador Jozias. Paulo Barbosa pedia a instalação de um inquérito por suposta improbidade administrativa do legislador, baseado na afronta aos princípios constitucionais da administração pública, como impessoalidade, moralidade e publicidade dos atos públicos. Além de Paulo Barbosa, a denúncia citava mais testemunhas dos atos presenciados.

Na última semana o JB entrevistou Paulo Barbosa, que falou que o que o motivou a protocolar a denúncia no MPPR, foi sua visão de mundo, com foco na família e no cuidado com o que é público e, portanto, de todos. “O mesmo zelo que cuidamos das coisas, dos objetos pessoais, particulares, devemos ter com as coisas compartilhadas, o que demonstra o nível de educação de uma comunidade e a formação familiar de cada membro”, completa. Com relação à apuração da denúncia pelos órgãos judiciais competentes, Barbosa ressalta que na época, obteve como resposta que para punir, tem que haver um crime e para ter crime tem de provar que ele houve. “A

Promotoria de Defesa do Patrimônio na época encaminhou para a Delegacia que abriu inquérito e fui ouvido algumas vezes”, informa. Com relação à expectativa de que a situação seja totalmente apurada, o denunciante afirma que nutre pouca esperança que o caso seja
solucionado.

Sem muita esperança

Segundo Barbosa, o MP-PR é uma arma excelente para uso do cidadão, mas que possui limitações, por ter que aguardar a decisão da justiça sobre o caso, que já foi denunciado.
“Não consegui obter mais notícias do caso e outro sujeito importante nestas situações é a imprensa, que pode funcionar para apagar, esconder ou para reacender, mostrar e deixar claro quem fez o quê. E, felizmente, neste caso, acho que só o poder da imprensa boa, investigativa, imparcial, para, buscar as respostas porque não houve punição aos ladrões”, observa Barbosa.

Nesta semana o JB entrará em contato com o MP-PR para saber em que estágio se encontra esta denúncia. Paulo Barbosa parabenizou o JB por trazer este caso à tona, depois de 10 anos da denúncia, ressaltando que a esperança é que hoje em dia os mecanismos de investigação da sociedade e da Justiça estão avançando no país.“Vamos torcer que aconteça uma punição e condenação para aqueles que roubaram toneladas de aço e outros materiais nossos, que estavam na Praça Portugal. Fé existe, sou exemplo disso”, finaliza.

 

 

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