Uma postagem feita na terça-feira (30), por uma internauta no Grupo Para Reclamar Da Vida – Litoral/Paraná do Facebook, criticando o atendimento recebido no Hospital Paranaguá, pois estava com seu filho internado com suspeita de pedra no rim, desencadeou uma série de novas reclamações de outras pessoas. O link do intenso debate foi enviado para a redação do JB Litoral que copiou (Print) a postagem e os comentários mais relevantes, quando já havia 303 manifestações com emotions e 112 comentários.

Postagem no grupo de Facebook através de uma participante página causou revolta dos internautas e gerou uma enxurrada de críticas ao hospital

Entretanto, no sábado (03) a postagem e todos os comentários não estavam mais disponíveis no grupo.

De acordo com a internauta que postou a reclamação, sua indignação se deve pelo fato de ela pagar pelo tratamento e o paciente ficar “abandonado” e “sem saber o que se tem”. Disse, ainda, que teve que avisar que ele era alérgico à dipirona, alegando que ninguém procurou saber. “Ali é pior que o Regional, porque ali pagamos”, disparou. Outra internauta, reforçou a postagem defendendo que o atendimento do SUS está melhor. “Pelo SUS eles perguntam se a gente é alérgico a algum tipo de medicamento”, postou.

A autora da postagem informou, ainda, que levou seu filho no hospital e a atendente disse que o pediatra não estava no local,  porque havia ido fazer um atendimento no Hospital Regional e voltaria em meia hora. Entretanto, chegaram mais crianças com febre e acabaram ligando para o pediatra. Outra internauta postou que havia passado por situações ruins e cobrou uma ação da UNIMED. “Já que usam o nome da Unimed, ela poderia fazer uma auditoria ou coisa parecida”, sugeriu.

O que diz o Hospital Paranaguá

Diante desta série de reclamações postadas nas redes sociais, a reportagem procurou o hospital para que se manifestasse sobre o assunto e enviou oito questionamentos à direção hospitalar.

Sem responder a nenhuma pergunta a Gerente Hospitalar, Fernanda Bacin, optou por enviar uma nota de esclarecimento dando a versão da entidade.

Ela explicou que o Hospital Paranaguá atende inúmeros convênios médicos e possui uma estrutura de 13 leitos em apartamento, 36 leitos em enfermaria, 05 leitos em UTI, 04 salas cirúrgicas, Berçário, Pronto Atendimento 24h com sala de emergência, observação adulto e pediátrico, 05 consultórios médicos, sala de gesso, pequenas cirurgias, nebulização, além de serviços de apoio, assistenciais e administrativos. Na condição de hospital de médio porte oferece serviços de Pronto Atendimento, assim como estrutura hospitalar para cirurgias eletivas, unidade de terapia intensiva para adultos, um moderno Centro Oncológico, além de serviços próprios e terceirizados para exames de imagens por radiografia, ecografia e, recentemente implantado, serviço de imagens por tomografia, endoscopia e colonoscopia. Disse, ainda, possuir 224 colaboradores e realiza mais de 100.000 mil atendimentos por ano. Diante dos milhares de acolhimentos que o Hospital realiza, aqueles que eventualmente não atingem o nível de qualidade esperado, e são reclamados pelos seus pacientes, são rigorosamente apurados, e se confirmados, corrigidos para o seu aperfeiçoamento. Porém, apesar de reconhecer o direito à liberdade de expressão, e o direito de reclamar, todavia, afirma que a exposição em mídia social não é o meio mais adequado para proporcionar ao Hospital, quando for o caso, a resolução do problema. A nota diz que o objetivo da Instituição, do seu Corpo Clínico, e de todos os seus colaboradores não é outro que não oferecer o melhor atendimento ao paciente de modo a lhe trazer a cura ou amenizar a dor da moléstia que o aflige.

A nota encerra informando que a instituição hospitalar possui canais próprios para aqueles que, eventualmente, estiverem descontentes com o serviço prestado, para sim oferecerem suas críticas, reclamações ou sugestões, as quais são recebidas com atenção e apuradas com transparência e respeito àquele que é seu maior patrimônio, o paciente.

 

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