Difamação do G1 é rebatida pela diretoria do Sindicato da Movimentação de Mercadorias

por Redação JB Litoral
22/02/2017 16:12 (Última atualização: 22/02/2017)

Vera estava retornando do trabalho

A notícia de que o atropelamento de uma mulher de 45 anos, no dia 09 deste mês, teria sido causado pela tentativa de furto de soja na Avenida Bento Rocha deixou parentes e amigos da vítima revoltados.

Publicada pelo G1, o portal de Notícias da Globo,a informação dava conta de que Vera Santos teria tentado furtar a carga contida no caminhão e, diante disso, o motorista do veículo teria acelerado e atropelado a mulher. A repercussão do fato causou revolta na cidade, visto que, segundo informações, ela estaria voltando para mais um turno da empresa Marcon, que possui funcionários cedidos pelo Sindicato da Movimentação de Mercadorias Gerais de Paranaguá, do qual Vera faz parte.

Difamação do G1 é rebatida pela diretoria do Sindicato da Movimentação de Mercadorias 4Presidente Lindonei – A honra de todo o sindicato foi ferido com esta informação mentirosa. 

Para Presidente da entidade, Lindonei Nascimento dos Santos, a nota publicada pelo portal não condiz com a verdade. “Conhecemos a conduta desta trabalhadora e nos causou muito espanto o fato de um site tão conceituado, que é ligado a um dos grupos de comunicação mais poderosos do mundo, publicar uma notícia desta forma tão grosseira e unilateral, sem ouvir as duas partes, pois a Vera é uma das nossas sindicalizadas que presta serviços na Marcon e quando foi atropelada estava saindo de casa para mais um turno de trabalho após já ter estado na empresa pela manhã, ela iria cumprir mais quatro horas. O mínimo que exigimos é uma retratação por parte deles”, apontou.

Ainda segundo a nota divulgada pelo G1, a informação de que ela estaria furtando soja partiu da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Procurada, a assessoria de imprensa do órgão não se manifestou sobre o assunto.

 

Notícia prejudicou honra da trabalhadora e do sindicato

 

Para Lindonei, a afirmação não prejudica apenas a honra da trabalhadora, mas também todo o sindicato. “Em nome das mais de 400 mulheres que fazem parte do nosso quadro, não podemos deixar impune uma afirmação mentirosa como esta, pois, o que está em jogo não é apenas o caráter de dona Vera, mas também da nossa instituição. Por isto, estamos com nosso corpo jurídico apostos para aferir esta situação e tomar todas as medidas que se fazem necessárias. Além disto, estamos dando todo o apoio para ela e para os familiares neste momento muito complicado, em que torcemos por sua rápida recuperação”, explicou.

 

Na Câmara com os vereadores
 

Na terça-feira (14), familiares de Vera Santos estiveram na Câmara Municipal para solicitar a ajuda dos vereadores no sentido de melhorar o trânsito na região onde aconteceu o atropelamento, já que, por ser uma região de acesso ao porto e pelo grande fluxo de pessoas todos os dias, é considerada muito perigosa. Porém, a sessão daquela noite terminou em confusão e acabou sendo suspensa. Mesmo assim, o Presidente Marcus Antonio Elias Roque (PMDB), atendeu os familiares e moradores da região, na sala do gabinete da presidência, juntamente com os vereadores, como Adriano Ramos (PHS), Ratinho (PSB), Nilo (PP), Sargento Orlei (PTC), Fábio Santos (PSDB) e Professor Carlos Fangueiro (PPS). “Achei a atitude do Marquinhos muito boa, pois mesmo diante de tudo o que aconteceu na Câmara, ele nos trouxe para um local seguro e nos ouviu”, disse a moradora Vanessa Soares, que falou da falta de segurança na Avenida Bento Rocha.

Difamação do G1 é rebatida pela diretoria do Sindicato da Movimentação de Mercadorias 5Foto/divulgação Câmara

Na quinta-feira (16), o irmão da vítima, Ozeias Santos Pedroso, esteve no Palácio Carijó e reiterou que nenhum dos manifestantes participou do episódio, já que todos teriam protestado de forma pacífica e ordeira. Vera Santos continua internada no Hospital Regional do Litoral. Seu estado é estável, porém grave.

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