Dos oito colégios no litoral, apenas Zilah Batista não aprova modelo cívico-militar

por Redação JB Litoral
05/11/2020 15:30 (Última atualização: 05/11/2020)

(Foto: JB Litoral)

Desde que foi anunciada pelo governo do Estado, no dia 26 de setembro, a implementação do modelo cívico-militar nos colégios estaduais do Paraná vem gerando polêmica nas redes sociais. No litoral, oito instituições foram indicadas e a consulta pública aconteceu na própria escola, o que determinou como será a gestão a partir de 2021.

Veja como foi a votação

Dos oito colégios no litoral, apenas Zilah Batista não aprova modelo cívico-militar 2
Tabela: JB Litoral

Mesmo com a prorrogação da votação, que encerrou nesta quarta-feira (4), dos oito colégios indicados, o Colégio Estadual Zilah dos Santos Batista, localizado no bairro Porto dos Padres, não atingiu o número de votos necessários para que houvesse a mudança, ou seja, em 2021 a escola permanecerá no modelo tradicional.

Próximo passo

Agora, o processo passa por uma análise final para que seja aprovada a efetiva participação da instituição no programa dos colégios cívico-militares. Nas unidades em que a comunidade votou pela migração, e houver anuência da secretaria estadual da Educação, a implementação do novo modelo começa em fevereiro de 2021, com o início do calendário escolar.

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO

Modelo de ensino

A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Clarisse Ubessi, explicou que a alteração do modelo não muda o sistema de ensino. Profissionais da educação serão responsáveis pela gestão pedagógica e todo o processo educacional das escolas que fizerem a adesão à modalidade de colégios cívico-militares criada pelo Governo do Estado.

A nova modalidade será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Os colégios vão contar com aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, que vão permitir aos estudantes o aprofundamento no estudo sobre leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. No Ensino Médio haverá também a adição da disciplina de Educação Financeira.

A administração das unidades será compartilhada entre civis e militares. A direção-geral e o auxiliar, bem como a ministração das aulas, permanecem sob responsabilidade dos profissionais do magistério estadual. O diretor cívico-militar, subordinado ao diretor-geral da instituição, será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Conforme o tamanho da escola, haverá também de dois a quatro monitores militares.

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