Dragagem de sedimentos deve tirar o equivalente a 8.800 piscinas olímpicas do canal portuário

A Portos do Paraná pretende dragar mais de 22 milhões de metros cúbicos de areia e demais dejetos que acabam dificultando o trânsito de navios

por Redação JB Litoral
04/11/2020 23:01 (Última atualização: 3 semanas atrás)

Equipamentos utilizados no plano de dragagem podem transportar 2.500 m3 de sedimentos

Por Marinna Protasiewytch

Parecidos com navios, os equipamentos de dragagem podem ser observados por aqueles que acompanham o dia a dia, pelo mar, da circulação de navios nos portos de Paranaguá e Antonina. Em 2020, a empresa pública Portos do Paraná deu início a mais uma etapa do Programa de Dragagem de Manutenção continuada da profundidade dos portos paranaenses, que começou no ano passado e prevê as obras para os próximos cinco anos.

Para a população o impacto dos procedimentos não deve ser visível, mas para os empreendimentos marítimos e de transporte de cargas via embarcação, as alterações nos canais de acesso aos portos, devem melhorar a dinâmica portuária. Conforme explica o diretor presidente do porto, Luiz Fernando Garcia, a dragagem é realizada de forma permanente e extremamente necessária para manter a funcionalidade e segurança dos portos. “Se um porto não é dragado, a área fica assoreada, ou seja, muitos sedimentos se acumulam no fundo do mar, o que coloca em risco a segurança da navegação, [podendo ter o encalhamento de navios], e o desempenho operacional dos portos”, exemplificou.

Quase 9 mil piscinas olímpicas

No projeto, que começou em 2019, e tem previsão para ser finalizado em 2024, a direção portuária pretende retirar cerca de 22 milhões de metros cúbicos de sedimentos. A totalidade dos dejetos que devem ser retirados do fundo das baias de Paranaguá e Antonina equivale 8.800 piscinas olímpicas, iguais as instaladas no Complexo Olímpico de Natação Nereu Gouvêa, em Paranaguá. “Desde o início do contrato foram dragados aproximadamente 5.400.000,00 m³, é uma campanha [de dragagem] longa, a mais longa e permanente já realizada aqui nos portos paranaenses. Uma obra fundamental para manter a segurança da navegação em nossos portos”, atestou Luiz Fernando Garcia.

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Custo da dragagem

Segundo o porto, o serviço de dragagem é bancado estritamente pelo investimento público, por meio da Portos do Paraná. Para este programa de retirada de sedimentos está previsto o investimento de R$ 403 milhões, que são estimados para serem gastos ao longo dos cinco anos do projeto.

Para onde vai o sedimento?

A destinação do sedimento retirado do fundo do mar não pode ser feita em qualquer local. A empresa pública necessitou da autorização de órgãos competentes, que após analisarem os estudos propostos pela organização, determinaram que “todo o sedimento retirado irá para a área de despejo que fica localizada a mais de 20 quilômetros da Ilha da Galheta e da Ilha do Mel. A área de descarte, regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), foi definida após estudos de correntes e outros aspectos climáticos, como a mais indicada para a dispersão do material dragado sem prejuízos ambientais”, pontuou o representante do porto.

Desta forma, não é possível utilizar o que é retirado das duas baías, para realizar procedimentos de recuperação de faixa de areia nas praias, caso corriqueiro no Pico de Matinhos.

Comentários
(1)

  1. Uma correção:
    O equipamento de dragagem não é só parecido com um navio pois ele é um NAVIO… navio draga.

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