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Editorial: Na contramão da geração de emprego

por Redação JB Litoral
04/05/2020 14:21 (Última atualização: 18/05/2020)

Não é de hoje que a contramão da geração de emprego, em nossa cidade, tem sido muito bem conduzida pelos gestores e representantes eleitos pelo próprio parnanguara nas eleições.

Mesmo sendo sempre rotulada como a “Cidade Mãe do Paraná”, perto de completar quatro séculos de existência, nenhum prefeito investiu na implantação de um tão necessário Distrito Industrial.  

Enquanto isso, Cambé, uma cidade de apenas 73 anos, com uma população de 106 mil habitantes e uma área de 495 metros quadrados, em 2000, inaugurava seu 4º Distrito Industrial.

Na primeira gestão do prefeito Mário Roque, o então secretário de Indústria e Comércio, Yahia Hamud, até chegou a elaborar o projeto, mas esbarrou no Ministério Público do Paraná e nas barreiras ambientais de órgãos como o Instituto Ambiental do Paraná e o Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense – (COLIT).

Na época, o Poder Executivo optou por não encarar uma queda de braço com esses organismos e tudo ficou no papel. Desde então, passou Mário Roque, José Baka Filho, Edison Kersten e Marcelo Roque e nenhum deles implantou o Distrito Industrial até o momento.

Por sua vez, o Poder Legislativo fez ainda pior e, em 2014, teve oportunidade de abrir novos postos de trabalho com investimento em logística portuária com a Mensagem 21, que definia diretrizes da política de desenvolvimento socioeconômico e estimularia o investimento e a integração do sistema portuário com o município. Empresas e setores públicos investiriam em atividades, que dariam suporte para a movimentação portuária, como a construção de pátios de estacionamentos e armazéns para retroárea. Isso resultaria na geração de emprego, impostos e renda para a cidade, além do aquecimento do setor imobiliário pela compra dessas áreas.

Na época, porém, a mensagem não foi votada e acabou desmembrada em dois Projetos de Lei Complementar. Entretanto, a de número 197/2014 (SELP) se encontra engavetada pelo jurídico do Legislativo, até o momento. Segundo o vereador Adriano Ramos, a Mensagem 21 simplesmente desapareceu da Câmara Municipal.

Como confiar o voto em vereadores no futuro? É a pergunta que o parnanguara, em breve, estará fazendo neste ano.