Editorial: Não é “achaque”, mas, sim, anos de corrupção!

por Redação JB Litoral
30/08/2020 19:53 (Última atualização: 30/08/2020)

Na semana passada, veio à tona mais uma condenação feita pela Justiça de Paranaguá ao Presidente da Câmara de Vereadores, Waldir Leite, por improbidade administrativa. A Construtora KSW, empresa de sua esposa, também foi condenada pelo mesmo ato e, ambos, devem pagar mais de R$ 780 mil em multas e indenização. Desta vez, a sentença veio devido à construção de uma rua irregular, que resultou na ocupação ilegal de um loteamento no Jardim Jacarandá por populares.

Entretanto, este tipo de situação, relacionada ao vereador, não é novidade, pois desde a época em que foi Deputado Estadual, de 2005 a 2008, já existiam investigações contra ele. Uma delas, realizada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos da Polícia Civil, concluiu que Leite seria o principal beneficiário de um acordo que, em 2006, teria fraudado licitações realizadas pela Prefeitura de Paranaguá. Ele e os demais envolvidos no suposto esquema de corrupção foram presos em 2012.  

Outro caso conhecido foi quando o vereador foi obrigado, pela Justiça, em 2016, a retirar as placas de identificação de ruas, em diversos bairros, que ele mesmo mandou fabricar e colocou seu nome, sob a acusação de propaganda irregular.

Mesmo com este perfil de envolvimentos em denúncias de irregularidades e corrupção, no ano passado, Leite usou a tribuna da Câmara para criticar a nossa linha editorial, por conta de uma reportagem a respeito da Construtora KSW, de sua família, que, agora, também foi condenada. Alegando ser vítima de “achaque”, ele optou pela agressão gratuita e descabida ao invés de explicar como a empresa ainda estava participando de processos licitatórios durante a atual gestão, mesmo após os fatos de 2012, que culminaram na sua prisão.

Agora, com mais esta condenação, que ainda lhe cabe recurso, é possível entender que, na verdade, o “achaque” não é nada mais do que a imprensa trazendo à tona quase uma década e meia de suspeitas de corrupção, enriquecimento ilícito e favorecimento obtido por meio do cargo público.

Comentários
(1)

  1. É difícil. Os eleitores que elegeram o meliante não são pessoas esclarecidas e provavelmente não tem tempo para ficar esclarecidas. Este tipo de situação não é novidade pois provavelmente participaram com seus votos na eleição do ignorante que nos governa.

Deixe um comentário