Empresários questionam exigências para liberação de quadras

por Redação JB Litoral
26/09/2020 17:43 (Última atualização: 26/09/2020)

As atividades nas quadras de esportes estão liberadas todos os dias da semana. (Foto: Arena Costa Sul/Imagem Ilustrativa)

Desde sexta-feira (25), as quadras poliesportivas sociais, de grama sintética ou areia, e escolas de práticas esportivas, em Paranaguá, estão em funcionamento, autorizadas pelo novo Decreto Municipal n° 2.193.

De acordo as normas estabelecidas no documento, as atividades nas quadras de esportes estão liberadas todos os dias da semana, mas os estabelecimentos devem seguir algumas medidas de segurança e exigências.

Em entrevista ao JB Litoral, um empresário, que prefere não se identificar, disse que a reabertura das quadras foi de extrema importância para a categoria, mas que algumas determinações são incompreensíveis. “Nós estamos respeitando todos os decretos, desde o começo da pandemia, tanto é que estávamos fechados há mais de seis meses. Finalmente pudemos reabrir, mas algumas exigências não fazem sentido”, disse.

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As quadras estão proibidas de vender bebidas de garrafa e precisam imprimir 140 formulários diariamente. “O decreto determina que todos os atletas preencham um formulário com dados pessoais e um termo de responsabilidade antes de entrar na quadra, são 140 atletas por dia. Além desse custo, só podemos vender bebidas de lata, pois não pode aglomerar no salão. Tudo bem, nós respeitamos, mas o problema é que o pessoal encerra o jogo e vai beber no estabelecimento da esquina”, desabafa.

O uso de máscara também é obrigatório em toda a área, podendo ser retirada apenas durante o jogo. “As quadras estão liberadas apenas para os mensalistas. Os vestiários e chuveiros estão fechados, portanto, o atleta deve chegar pronto para o jogo. Estamos aferindo a temperatura na entrada e disponibilizando álcool em gel e tapete sanitizante. Nós ficamos chateados com algumas situações, mas respeitamos e estamos trabalhando para preservar a saúde dos nossos clientes”, completa.

De acordo com ele, as opiniões são compartilhadas pelos demais proprietários de quadras, na cidade. “Nós conversamos sobre os pontos do decreto e todos acreditam que parte das exigências deveriam ser revisadas”, conclui.

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