Fim da CEP contra Jacizinho não interrompe investigação no MPPR

De acordo com o promotor, o fato dos vereadores derrubarem a investigação sugerida pelo próprio MPPR, não irá interferir nas duas investigações.

por Redação JB Litoral
21/01/2015 09:00 (Última atualização: 21/01/2015)

NULL

A não instauração da Comissão Especial Processante (CEP) contra o vereador Jacir de Oliveira Morais (PSL), o Jacizinho, derrubada pela Câmara Municipal de Paranaguá por quatro votos contra três no dia 11 do mês passado, não interromperá a investigação das denúncias feitas pelo guarda municipal, que o acusa de abuso de poder e o da servidora do Legisaltivo, que o acusa de assédio moral. É o que afirmou ao JB, o promotor de justiça do Ministério Publico do Paraná (MPPR), Leonardo Dumke Busatto. 

De acordo com o promotor, o fato dos vereadores derrubarem a investigação sugerida pelo próprio MPPR, não irá interferir nas duas investigações, a que foi feita pelos servidores e a que foi aberta tendo como base a reportagem do JB, sob o título “Câmara não tem controle do uso de carros oficiais por vereadores em Paranaguá”, veiculada na edição 279, em novembro de 2013. Nela o vereador afirmou que usou o carro oficial por três vezes para acompanhar sua irmã em investigação de câncer no Hospital Erasto Gaetner; o que não é permitido. Nesta investigação, o JB será chamado para falar sobre a reportagem, informou o promotor.

Vale ressaltar que a rejeição da investigação pelo Legislativo, ocorreu 10 meses após a leitura da resolução que criou a Comissão Especial Processante (CEP), em atendimento aos processos de números 2340/2013 e 2574/2013, do Ministério Público do Paraná (MPPR), protocolados no Legislativo. Apesar dos cargos da CEP estarem definidos, onde teria o vereador Adriano Ramos (PROS) como presidente, a vereadora Laryssa Thaiz de Castilho Pereira Poleti Moreira (PRB), como relatora e o vereador Ivan Aparecido Hrescak (PMDB) na condição de secretário, a CEP foi derrudaba sob o argumento de falta de provas materiais contra o vereador. A maioria dos vereadores optou por abster-se da votação, enquanto que os vereadores Adriano Ramos, Laryssa Castilho e Benedito Nagel (PSD) votaram favoravelmente à instauração da CEP. Mas de forma surpreendente, depois de votar inicialmente pela instauração, o vereador Ivan da Fafipar, que era membro da CEP, mudou seu voto sendo contra a investigação, definindo o placar de 4 a 3 pela rejeição. No final da sessão, o vereador Adriano Ramos, que era o presidente da CEP, mostrou-se decepcionado com o resultado da votação. Para ele, a investigação poderia provar a inocência ou a culpa do vereador, mas ela sequer chegou a ser colocada em prática.

Deixe um comentário