Reitor do Santuário espera Festa da Padroeira com mais espiritualidade Padre Marcos Vinicius falou

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Há três meses o padre Marcos Vinicius tomou posse como novo reitor do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio e, em conversa com o JB, o religioso falou sobre os desafios do cargo, os preparativos para a festa, a construção do Centro de Eventos do Complexo Turístico do Santuário, conhecido com Mega Rocio, e ainda sobre a manutenção do local. 

Conhecendo ainda um pouco da parte administrativa do Santuário, o padre revelou que a primeira missão é desmitificar a figura do reitor. “Em primeiro lugar quero ressaltar que trabalhamos em equipe. Estamos desmistificando a figura do reitor. Um Santuário tem uma equipe. Temos três missionários redentoristas que trabalham juntos com todos os que participam, como voluntários, colaboradores, etc. Nos dividimos, mas sempre em equipe”.

O reitor declarou que podem ocorrer mudanças na organização da Festa da Padroeira do Paraná, Nossa Senhora do Rocio, que acontece no mês de novembro e atraí fieis de várias partes do país. Para ele, a festa precisa ser mais espiritual. “A preocupação primeiramente não é com a festa e sim com as novenas, a parte espiritual. A festa surgiu por causa da novena. Ela está se tornando maior do que a novena. Isso não é igreja. A festa surgiu através da devoção mariana do Rosário do Rocio. Este ano estamos trabalhando em preparar uma boa novena e também, a parte social”, ressaltou.

“Haverá mudanças, tentaremos trabalhar como festa de igreja, não uma festa social somente. Tem que ter um respeito diferenciado, uma participação diferenciada e uma religiosidade. O próprio Bispo Dom João, que faleceu recentemente, sempre batalhou por mais espiritualidade. Então vamos trabalhar nessa linha de reeducar e mostrar que a festa existe por causa da novena”, ressaltou.

Mega Rocio

A reportagem do JB mostrou na edição do dia 31 de março, que a construtora APN Engenharia, responsável pela obra do Mega Rocio, instalou uma estrutura metálica para a cobertura do local e que, de acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, a obra segue em andamento com 47,43% executado, com finalização prevista para novembro de 2015. De acordo com o reitor, o Santuário monitora diariamente o trabalho da construtora e ele não acredita que a obra seja entregue no prazo garantido pela empresa. “A obra não é para agora, podemos tirar isso da cabeça. Todos os dias têm funcionários trabalhando. No primeiro mês tivemos uma reunião com fiscais, engenheiros, arquitetos da prefeitura, porque são eles que gerenciam a construção e isso tem que ficar claro.Nós estamos acompanhando o processo da cobertura e isso é demorado. Esse ano não podemos sonhar com isso. Vamos continuar monitorando”.

Turismo religioso

Durante o ano, a cada terceiro domingo de mês, o Santuário recebe romeiros de várias partes do país. O Santuário tem um cronograma de visitas de dioceses e também de turistas que queiram conhecer um pouco da história do local. Porém, o religioso diz que ainda está descobrindo a maneira correta de fazer o turismo religioso funcionar. “Estive recentemente num encontro com vários santuários sobre turismo religioso. Nesse sentido estamos ainda descobrindo a melhor maneira de trabalhar, pois ainda não temos nada muito concreto. Precisamos de parceiros e ainda está sendo estudado. A própria Confederação Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB) dá indicações de criar uma organização de como viver esse turismo religioso. O exemplo é o turismo na região de Jacarezinho, aquele caminho do Rosário. Aqui a ideia seria utilizar todo o Litoral, começando quem sabe por Antonina, passando por Morretes, Paranaguá, Matinhos, Guaratuba. Todas têm igrejas históricas e temos que fazer como outras cidades”.

Falta de manutenção

O estado precário do trapiche e a situação da manutenção da Praça da Fé também chama a atenção do padre. Para ele, cabe à prefeitura fazer a manutenção. “Como chegamos há pouco tempo, acreditamos que é um trabalho da prefeitura.

“A maior preocupação para nós é porque há muitos peregrinos e turistas que vão ao trapiche, que está abandonado. Basta apenas trocar a madeira e também as lâmpadas. Pedimos e esperamos que melhorem a estrutura do trapiche para o bem de todos. Sobre a praça, como recebemos romeiros no terceiro domingo, durante a semana eles cortam a grama. Mas muito calor e chuva faz a grama crescer rápido. Mas nesse sentido a prefeitura tem colaborado”, disse ele.

A segurança do local, principalmente a noite, também é uma das reinvindicações do religioso. “No entorno do Santuário tem muita violência, vandalismo e drogas. Temos visto rondas policiais, mas mesmo assim precisamos contratar seguranças particulares. Já houve violência esse ano aqui na praça, na saída da missa”, salienta. Para ele, o entorno do Santuário deve ser um clima de paz e de oração. “Tem muita gente trabalhando pelo bem do Santuário. É um trabalho de equipe. O peregrino que vem aqui, ele precisa se sentir bem. Tem que haver um clima de oração, de silêncio da igreja. Por isso, essa equipe se prepara muito para acolher bem aqueles que vêm aqui pra rezar”, completou.

 

 

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