Gleisi afirma: “nós vamos fazer diferente”

Senadora e candidata a governadora falou sobre suas bandeiras de campanha e suas propostas para Paranaguá e o Paraná.

por Redação JB Litoral
14/08/2014 16:30 (Última atualização: 14/08/2014)

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No dia 29 de julho, a senadora Gleisi Hoffmann (PT), candidata a governadora, concedeu entrevista exclusiva ao JB, onde parabenizou Paranaguá pelo seu aniversário de 366 anos. A senadora, que atualmente disputa o governo estadual, e já foi ministra-chefe da Casa Civil, relatou suas bandeiras de campanha para cidade e o Paraná, ressaltando sua preocupação com as áreas de saúde, segurança e educação, assim como o foco no desenvolvimento econômico e melhoria no mercado de trabalho. Confira a entrevista:

JB – Como a senhora viu as festividades dos 366 anos de Paranaguá?
Gleisi – De maneira muito positiva, mesmo debaixo de chuva as pessoas vieram comemorar o aniversário de Paranaguá. Tive o privilégio de acompanhar o desfile que foi no ginásio Albertina Salmon, por causa da chuva e o povo estava em peso por lá, vendo suas crianças desfilar, comemorando junto com a cidade. Isso mostra o carinho que a população tem pelo lugar onde vive. Paranaguá para o Paraná é uma referência de desenvolvimento econômico, mas também histórica e cultural, pois aqui começou o Paraná.

JB – Como você se sente hoje sendo a madrinha da Guarda Municipal de todo o Brasil?
Gleisi – Eu fiquei muito feliz com esse título que não sei se é merecido, mas me esforcei muito para aprovar o novo estatuto da Guarda Municipal, que é muito importante para a segurança pública. Ela é complementar para o que faz a Polícia Militar e outras forças, e agora passa, não só a proteger o patrimônio, mas também a vida, fazendo policiamento preventivo e auxiliando a segurança. Fico muito feliz porque a Guarda Municipal está muito próxima das pessoas, nas ruas, nas escolas, enfim muito mais próxima para oferecer a segurança. Ser reconhecida como uma força de segurança, ter um estatuto, ter esse reconhecimento, para mim é um motivo de grande alegria. Fiquei muito alegre de terem me reconhecido como madrinha, minha atuação foi de esforço, mas é longe de querer me achar madrinha da Guarda, penso que quis apenas contribuir para melhorar a segurança no país.

JB – Vivemos em uma cidade atrelada a atividade portuária e teve muita polêmica na época em que a legislação portuária foi alterada. Hoje vemos que o Governo Federal trouxe com isso investimentos e modernização. Recentemente ficamos sabendo que o governador Beto Richa está trocando uma grande área do porto que poderia ser feita de estacionamento para uma marina de iates de luxo. A senhora tem conhecimento desse projeto?
Gleisi – Eu não tenho conhecimento, não consta no Plano Diretor enviado para a ANTAQ. O que consta lá é que no porto serão feitas licitações dos terminais de movimentação de produção agrícola, industrial, de veículos, mas não de iates. Eles estavam querendo anunciar um terminal turístico para navios de turismo pelo que eu sei, algo que é importante para cidade acontecer, mas de iates de luxo acho que é desperdiçar área do porto, onde temos que prezar pela produção, se for para turismo tudo bem, mas se for para receber iates de luxo isso é para meia dúzia de pessoas e não agrega avanços para o porto e para a cidade.

JB – Como a senhora viu essa mudança na APPA, que passou de autarquia para empresa pública?
Gleisi – A gente ainda não viu os efeitos concretos disso. A mudança jurídica pode colaborar e facilitar a administração do porto. Vamos ver se dará resultado, porque mais que a personificação jurídica, o que se exige é uma gestão que seja voltada para a administração do porto e faça uma integração Porto/Cidade, que nós precisamos, e que não fique apenas uma empresa destacada, cuidando dos próprios interesses. Precisamos dessa interação, o que me parece é que a administração do porto deve investir numa melhor relação com a comunidade.

JB – A senadora abriu mão de parte do seu mandato para assumir a chefia da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff (PT), e agora está em campanha para o governo estadual. Quais serão as principais bandeiras da Gleisi como governadora?
Gleisi – A primeira questão é a saúde, podemos enfrentar qualquer coisa na vida, mas sem boas condições de saúde não enfrentamos nada. Então não dá para o Paraná ser a quinta economia e o 23° estado em investimento em saúde. Eu entro na campanha com o grande desafio de fazer do Paraná, um modelo em gestão de saúde pública, com médicos nos hospitais, médicos especialistas, ter exames, poder melhorar a rede, integrar os serviços de saúde, esse é o grande compromisso que eu faço com a população, não só como candidata, mas como mulher e mãe. Esse é um dever nosso com a população. Tem também o compromisso com a segurança pública, integrar os trabalhos das Guardas Municipais com a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária, com o Estado coordenando isso de forma integrada. Investir mais na informatização da segurança, com câmeras de vídeo, bases móveis, temos recursos federais para isso, é só apresentarmos projetos, portanto tenho esse compromisso de promover a segurança territorial com a integração das forças. Na educação tenho o compromisso com o ensino técnico profissionalizante, o ensino médio paranaense tem que preparar o estudante para o vestibular, mas também já qualificar para o mercado de trabalho. Temos, por exemplo, o porto, com grandes oportunidades. Temos que capacitar a população do nosso estado. Aqui em Paranaguá temos o Colégio Estados Unidos que está deixado de lado sem investimentos, tem uma área grande que poderia ser reformado e reformulado. O lugar onde ele está não é adequado, vamos pensar em mudar, mas não podemos terminar com uma instituição que pode incentivar o desenvolvimento. Faremos uma grande parceria com o Governo Federal, com o PRONATEC, implantando cursos profissionalizantes preparando os jovens para o mercado de trabalho.

JB – Qual a análise que a senhora faz com relação a possibilidade de enfrentar o segundo turno?
Gleisi – Essa análise quem faz é o eleitorado, o importante é apresentarmos as propostas, dizer a que veio, ganhar a eleição e governar o Estado, junto com a população. É isso que me anima a levantar todos os dias cedo, falar com as pessoas, e dizer que nós podemos fazer diferente, nós vamos fazer diferente.

 

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