Gleisi deixa a Casa Civil até janeiro para disputar o governo, diz Vargas

Vice-presidente da Câmara Federal antecipa que a reforma ministerial ocorre no máximo até o início de 2014 e vai afetar de 7 a 12 pastas

por Redação JB Litoral
13/08/2013 00:00 (Última atualização: 13/08/2013)

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O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT), lançou ontem a candidatura da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), ao governo do Paraná. Segundo ele, Gleisi deve deixar o Palácio do Planalto até o fim do ano ou no máximo em janeiro para começar a preparar a campanha eleitoral no estado. De acordo com Vargas, juntamente com Gleisi, entre 7 e 12 ministros também deixarão o cargo para disputar governos estaduais pelo país, antecipando a reforma ministerial pretendida pela presidente Dilma Rousseff.

A assessoria de Gleisi foi procurada para confirmar o anúncio do colega de partido, mas até o fechamento da edição a reportagem não havia recebido nenhum retorno.

André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados

Novo cenário

Senadora de primeiro mandato, Gleisi assumiu a chefia da Casa Civil em junho de 2011. Desde que passou a ocupar o cargo mais importante da República depois da presidente, cresceram os rumores em torno de uma eventual candidatura dela ao Palácio Iguaçu. O que era dado como certo, porém, transformou-se numa enorme dúvida diante dos protestos que tomaram as ruas do país em junho e derrubaram pela metade a popularidade de Dilma. A análise dos aliados seria de que, como a presidente é a principal cabo eleitoral de Gleisi, a imagem da paranaense também poderia ter sido afetada negativamente.

Nesse cenário, surgiu com força nos últimos dias o nome do ex-senador e atual vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT). No último dia 3, por exemplo, o pedetista não poupou críticas ao governador Beto Richa (PSDB), contra quem disputou (e perdeu) a eleição para o Palácio Iguaçu em 2010. As declarações foram dadas ao lado de Gleisi em Toledo, Oeste do Paraná, no lançamento do Plano Safra.

 

 

Quem tem obrigação de apresentar uma candidatura de oposição ao governo Beto Richa é o PT. Ela é candidata. Já está definido

André Vargas

 

 

Ontem, porém, André Vargas afirmou que a ministra deve deixar a Casa Civil no mais tardar em janeiro do ano que vem para se dedicar à candidatura ao governo estadual. Pela legislação eleitoral, ela poderia permanecer no cargo até abril. A orientação do Planalto aos ministros, porém, seria antecipar a saída para pavimentar com mais tempo as candidaturas, com reflexos, sobretudo, na eleição presidencial.

“Quem tem obrigação de apresentar uma candidatura de oposição ao governo Beto Richa é o PT. Ela é candidata. Já está definido”, garantiu Vargas. O entendimento é o mesmo do presidente do partido no Paraná, deputado estadual Enio Verri. Para o parlamentar, a experiência acumulada pela ministra nos cargos públicos que já ocupou a credenciam para consolidar o projeto petista de governar o Paraná. “Respeitamos a importância do cargo que ela ocupa hoje, mas temos convicção de que ela é o melhor nome para comandar o estado, que está à beira de uma grande crise financeira”, disse.

Mudanças

Com a possível dança das cadeiras na Esplanada até janeiro, Dilma anteciparia a tão comentada reforma ministerial, que na teoria poderia esperar até abril. Apesar de ter dito que de 7 a 12 pastas deverão trocar de comando, Vargas citou apenas outros dois nomes que deixariam o governo além de Gleisi: Alexandre Padilha (ministro da Saúde), que disputará o governo de São Paulo, e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), que concorreria em Santa Catarina.

Colaborou André Gonçalves.

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