Governo do Estado compromete Campanha de Vacinação contra o HPV em Paranaguá

Município exigiu 4000 vacinas, no entanto governo estadual enviou apenas 800, cobrado, enviou mais 1000. Isso fez a vacinação se tornar opcional e não obrigatória.

por Redação JB Litoral
27/03/2014 00:00 (Última atualização: 27/03/2014)

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Atendendo a convocação feita pelo vereador Jacir de Oliveira Moraes, o “Jacizinho” (PSL), na sessão legislativa da última quinta-feira (13) o secretário municipal de Saúde, Dr. Adriano Goulart, esteve presente em plenário, concedendo informações quanto à campanha de vacinação contra o HPV (papiloma vírus humano) oferecida pelo Ministério da Saúde em todo o Brasil e mais precisamente em Paranaguá, com foco inicial na vacinação de meninas de 11 a 13 anos. Em seu discurso, o secretário ressaltou um sério problema, cerca de 4.000 doses deveriam vir para Paranaguá através do envio sob a responsabilidade do Governo Estadual, no entanto até o momento apenas 1800 doses, algo que inclusive gerou relato da situação problemática do município ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) e a 1ª Regional de Saúde do Litoral.

A vacina apresenta grande importância principalmente às mulheres, pois O vírus do papiloma humano é responsável por quase 90% dos casos de câncer do colo de útero, segundo tipo de câncer mais frequente no sexo feminino. A transmissão se dá através do contato sexual. No mundo inteiro há 290 milhões de mulheres infectadas com o HPV, somente no Brasil são 685 mil pessoas com o vírus, algo que causa a morte a 4800 mulheres por causa do câncer de cólo de útero. A vacinação diminui o problema, sendo amplamente necessária em todo o Brasil e logicamente em Paranaguá, porém o número que chegou até o município foi limitado.

Segundo o secretário de saúde, foi pedido um lote de 4000 doses da vacina contra o HPV justamente por haver 4.000 jovens mulheres no município, algo que poderia acarretar a vacinação total de todas as meninas de 11 à 13 anos do município. Apesar disso, o Governo Estadual mandou inicialmente apenas 800 doses da vacina. Somente após insistência da Secretária Municipal de Saúde, mais 1000 doses foram enviadas à Paranaguá pelo Estado, algo que ainda não totalizou o número de meninas que necessitam da vacina. O problema foi grave, tanto que o próprio município comunicou a questão ao MPPR e 1ª Regional de Saúde.

O fato de não haver número total de vacinas necessário para as jovens fez com que o município tornasse a vacinação voluntária, ou seja, não é obrigatória a vacinação das meninas de 11 a 13 anos em Paranaguá por causa do envio limitado de doses contra o HPV por conta do Governo do Estado.

A notícia causou repercussão entre os vereadores. O vereador Jacizinho, autor da convocação, ciente do problema, ressaltou a importância do secretário esclarecer o problema enfrentado atualmente pela secretária de saúde. Enfermeiro de carreira e liderança na área de saúde, Jacizinho abordou com conhecimento a importância da vacinação contra o HPV, algo que traz melhorias à saúde das mulheres parnanguaras.

O vereador Adalberto Araújo (PSB), indignado com o problema relatado pelo secretário, também parabenizou a vinda de Goulart ao plenário da Câmara Municipal, elogiando o trabalho dele em frente à pasta. O legislador finalizou dizendo que é essencial que o Estado ofereça o número de vacinas necessário como forma de garantir um direito básico do cidadão brasileiro à saúde.

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