Governo Federal vai implantar programa organizando fluxo portuário em Paranaguá

O fato demonstra a necessidade também de colaboração da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA)

por Redação JB Litoral
14/10/2014 00:32 (Última atualização: 14/10/2014)

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Na última semana, a Secretaria Especial de Portos (SEP), do Governo Federal, anunciou que fará uma série de ações, em Paranaguá e em outras cidades portuárias do Brasil, visando melhorar o fluxo de caminhões nas áreas próximas aos complexos portuários, o que beneficiará a área urbana dos municípios e a logística dos portos. Isso será feito através da criação de Áreas de Apoio Logístico Portuário (AALPs), projeto que será desenvolvido nos próximos anos com recursos da União em 16 portos brasileiros, entre eles o complexo portuário paranaense. 

“As AALPs têm a finalidade de organizar o fluxo de cargas destinadas ou provenientes do porto, racionalizando o uso dos acessos portuários e minimizando o conflito porto-cidade. O conceito de AALP engloba infraestruturas que variam desde pátios de estacionamento de caminhões, armazenagem, e ainda serviços como bancos, hotéis, lanchonetes etc”, informa a SEP, da União. Segundo o Governo Federal, a implantação das áreas irá complementar outro projeto de Cadeia Logística Portuária Inteligente, que irá realizar um acompanhamento do acesso terrestre aos portos com o Portolog, que será um sistema integrado de informações.

Segundo a SEP, o projeto é desenvolvido em conjunto com o Governo Federal e a Universidade Federal de Santa Catarina. “Os modelos das AALP foram desenvolvidos de forma a serem adaptados à realidade de cada porto, atendendo aspectos como as necessidades locais, o dimensionamento e a definição da localização adequada”, informa a assessoria, demonstrando que, no porto de Paranaguá será feito um projeto específico com a intenção de evidenciar a realidade, tanto da área urbana quanto logística do município.

Ao todo, 16 AALPs serão feitos nos municípios de Paranaguá, Santos (SP), Fortaleza (CE), Vitória (ES), Santarém (PA), Suape (PE), Rio Grande (RS), Itajaí (SC), Imbituba (SC), Pecém (CE), Salvador e Aratu (BA), Itaqui (MA), Itaguaí e Rio de Janeiro (RJ), São Francisco do Sul (SC), Vila do Conde (PA). Uma reunião já foi feita em setembro com as Autoridades Portuárias de todos os portos, onde foram apresentados vários itens do projeto, como “o escopo, o cronograma de execução, as responsabilidades de cada um dos atores envolvidos e os próximos passos”, informa a SEP.

“Nessa mesma reunião foi entregue um questionário de coleta de dados a ser preenchido pelas Autoridades Portuárias. A partir das informações disponibilizadas será produzido um Termo de Referência para que os gestores de cada porto possam viabilizar a Área de Apoio Logístico em suas respectivas regiões”, informa o Governo Federal. O fato demonstra a necessidade também de colaboração da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), que deverá ajudar com o processo, fazendo com que o projeto leve em consideração a realidade regional da cidade.

Em Santos, projeto já funcionou

A Secretaria de Portos do Governo Federal, no final de 2013, realizou junto aos ministérios dos Transportes, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e órgãos estaduais e municipais envolvidos, uma série de ações no porto de Santos, principalmente no período de safra, algo que era feito em toda a cadeia logística, desde o município de onde a carga era originária, até a chegada dos caminhões aos terminais portuários.
“Entre as medidas implementadas estava a utilização dos três pátios reguladores da região como áreas de apoio logístico. O agendamento dos caminhões era feito pelos terminais junto aos pátios e controlado por meio de relatórios gerenciais enviados à Codesp”, informa a SEP. A ação, ainda em fase inicial, já trouxe resultados positivos, segundo o Governo Federal.

Ações como “racionalização dos pátios, agendamento prévio obrigatório para acesso de caminhões ao porto da Codesp; fiscalização pela Antaq e ANTT nas rodovias de acesso e dentro do Porto de Santos; monitoramento pela ANTT e Polícia Rodoviária Federal ao longo das principais rotas de escoamento de grãos e esclarecendo a necessidade de cumprir as regras do agendamento e penalidades cabíveis; fiscalização par impedir o estacionamento de caminhões em locais proibidos dentro da cidade e campanha educativa”, entre outros, fizeram com que o programa demonstrasse ser viável não somente em Santos, como também em todo o Brasil. Segundo a SEP, houve também colaboração da CODESP que, em uma sala de monitoração, acompanhava a implantação do projeto.

*Com informações da assessoria da SEP.

Crédito foto: caminhões-e-carretas.com.br

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