Grupo de canoagem reúne mulheres em tratamento de câncer de mama

por Redação JB Litoral
04/10/2020 20:36 (Última atualização: 04/10/2020)

Equipe de Paranaguá treina há dois meses na cidade. Foto: Paranaguá Hoe

Comemorado desde 1990, o movimento Outubro Rosa começou em Nova York, quando o laço cor-de-rosa, apresentado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, foi distribuído aos participantes da primeira “Corrida pela Cura”. Desde então, o mês de outubro se tornou um símbolo internacional na luta contra o câncer de mama.

Em Paranaguá, o Instituto Peito Aberto, grupo que acolhe e atende mulheres que lutam contra o câncer de mama, em parceira com os grupos de canoagem Canohá Dragon Team Curitiba e Paraná Hoe, adotaram o projeto canoagem Dragon Boat.

Segundo estudos do médico canadense do esporte, Dr. Don Mckenzie, a prática tem sido cada vez mais aplicada na reabilitação de pacientes em tratamento, pois impulsiona movimentos intensos e repetitivos.

De acordo com a Internacional Breast Cancer Paddlers Comission (IBCPC), o esporte é praticado por sobreviventes de câncer em 30 países e conta com 240 equipes coordenadas pela instituição. No Brasil, já existem 7 equipes filiadas ao IBCPC. 

Canoagem traz vida nova às pacientes

Em Paranaguá, o grupo de remadores sobreviventes de Curitiba e, agora, do litoral, comandado pela advogada Deborah Vons, se reúne aos sábados, a cada 15 dias, devido à pandemia. Segundo Deborah, além das remadas, ela também ministra palestras motivacionais às participantes. “Além do passeio, aproveitamos o momento para falarmos de saúde e prevenção, pois todo o trabalho precisa de cuidado para a qualidade de vida pós câncer de mama. O tratamento de câncer traz muitas sequelas, seja pela cirurgia, quimioterapia e outros”, diz.

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Deborah já foi vítima de câncer três vezes, as duas primeiras foram cânceres de mama, um em 1996 e o outro em 2008. Já a última vez, em 2008, ela teve na tireoide. “Quando terminei o tratamento e dei entrada para a prática de exercícios, o endócrino disse que eu precisava fazer uma atividade física com exaustão. Foi aí que decidi fazer canoagem”, conta.

Foi por meio da diretora comercial do Instituto Peito Aberto, Mara Baioni, que Deborah trouxe o esporte para o litoral. “Fui remar um dia e voltei chorosa. Me senti livre e cuidada. Foi muito especial e gerou um amor muito grande no meu coração, pois remei com pessoas que também tiveram câncer. Remar com tanta energia, em companhia da equipe, é como vencer um desafio”, conta Mara, que teve câncer de mama há 10 anos.

A capitã do grupo explica que o objetivo do projeto é exatamente esse, criar um laço entre as mulheres assistidas pelo Instituto. “Vi os benefícios no meu corpo e na minha mente, e gostaria que isso também acontecesse com outras mulheres. É algo maravilhoso para mim. Acredito que, com essa união das equipes, o grupo vai se fortalecer cada vez mais. E, assim, ajudar muitas pessoas”, conclui.

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