Homem denunciado por pedofilia é morto a tiros dentro de casa

por Redação JB Litoral
30/07/2020 12:01 (Última atualização: 1 semana atrás)

Denúncia sobre abuso sexual foram reveladas em rede social horas antes do crime

Um homem foi assassinado a tiros, na noite de quarta-feira, 29, em sua casa no bairro Labra, na cidade de Paranaguá. A vítima foi Everson Francisco de Carvalho, de 47 anos, o qual havia denunciado por familiares pelo crime de pedofilia e as informações divulgadas em redes sociais horas antes do crime.

Por volta das 21h50, equipes da Polícia Militar foram informadas sobre uma situação de disparos de arma de fogo em uma casa no “Beco do Rato”, na Rua Gilberto Elias Chaiben, e, ao chegarem, constataram que “Shrek”, como Everson era conhecido, já estava em óbito. Ele morreu dentro da moradia, alvejado por três disparos de arma de fogo, que atingiram cabeça e peito, sendo o local isolado para o trabalho da perícia criminal.

Na averiguação foi constatado pelos militares que a esposa da vítima estava na residência, com o filho do casal, no momento do crime. Ela contou aos policiais que já se encontrava deitada com o companheiro e que as luzes da casa estavam apagadas, quando alguém chamou por Everson no portão.

Segundo a mulher, instantes depois que o homem levantou para ver quem era, ouviu gritos de “polícia, polícia” e percebeu quando um indivíduo chutou a porta da residência e, na sequência, ocorreram os disparos.

A mulher não soube passar mais informações que pudessem levar a autoria do homicídio, relatando apenas que suspeitava que o motivo do crime seria devido a dívidas de entorpecentes, uma vez que, segundo ela, Everson era usuário.

No entanto, a polícia ainda deve apurar se mensagens postadas em redes sociais, durante a quarta-feira, podem ter sido o real motivo para o crime. Nas postagens foi revelado que Everson estava sendo acusado de abusar sexualmente de uma menina da própria família. A demora na apuração do caso, que já tinha sido levado à Delegacia da Mulher, teria sido o motivo para a divulgação das acusações nas redes sociais.

Em resposta, a delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (NUCRIA) vítimas de crime de Paranaguá, Dra. Maria Nysa Moreira Nanni, responsável pelo caso, informou que o inquérito policial sobre situação já tinha sido relatado e enviado à apreciação do Ministério Público do Paraná (MPPR), para que fossem tomadas as devidas providências.

O homicídio está sob investigação da 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, que enviou uma equipe ao local do crime, para dar início às diligências.

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