Igrejas se pronunciam sobre mudanças determinadas pelo presidente Bolsonaro

por Maisy Pires
30/03/2020 20:43 (Última atualização: 30/03/2020)

Igrejas continuam fechadas por prazo indeterminado. (Foto: Reprodução)

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro definiu as igrejas como atividades essenciais durante a emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus, mesmo com a adoção de medidas de isolamento e de quarentena pelas autoridades da área de saúde.  

O Decreto nº 10.292/2020 com a ampliação da lista foi publicado na quinta-feira (26) no Diário Oficial da União, após a primeira lista definida pelo Decreto nº 10.282/2020.  

Em Paranaguá, o prefeito Marcelo Elias Roque (PODEMOS) publicou neste domingo (29), o decreto nº 1.932 onde permite o funcionamento das igrejas e atividades religiosas, recomendando-se a realização através de internet, com auxílio das redes sociais. 

Porém, nesta segunda-feira (30), o prefeito anunciou um novo decreto nº 1.934 onde estabelece o “toque de recolher”, ou seja, não será permitida a circulação de pessoas das 20h às 6h, sem necessidade comprovada.  

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Pastor Maurici pede para que todos continuem em oração.

Com isso, a reportagem do JB Litoral entrou em contato com a Associação dos Ministros Evangélicos de Paranaguá (AMEP) que informou, através do presidente Maurici Alves, que seguirá a determinação do município e permanecerá com as igrejas fechadas.  

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Pe. Parron realiza missas em suas redes sociais.

Em relação as igrejas católicas, o Padre Joaquim Parron informou que a posição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) continua sendo que as igrejas devem estar abertas, mas não devem realizar missas públicas para evitar aglomeração. Porém, os padres estão atendendo os fiéis individualmente.   

Além disso, o padre Alberto Quirino disse que a suspensão das missas permanece pelo fato do Bispo e muitos padres serem do grupo de risco.