Liberada venda do caranguejo-uçá e revendedores atendem encomendas até de famílias do Rio de Janeiro

por Redação JB Litoral
03/12/2019 17:48 (Última atualização: 01/12/2020)

Foto/JB Litoral

Com a vigência dos prazos da Portaria nº180/2002 do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que regulamenta a captura do caranguejo-uçá no Estado, desde domingo (1º) foi liberada a comercialização do crustáceo mais saboreado em todo o litoral do Paraná.

Desde sábado (31) os tradicionais revendedores do caranguejo já aceitavam encomendas para a venda de diversos municípios, da Capital e até de outros estados brasileiros. É o caso de Marilda Martins do Rosário Alves, que há 20 anos comercializa o crustáceo na Alameda Coronel Elísio Pereira, diante da Autopeças Dois Pilares, todos os dias, a partir das 7 horas. Um dia antes da liberação, ela contou que possuía 300 dúzias encomendadas, inclusive uma família do Rio de Janeiro, que virá para o litoral. “Este ano deveremos vender mais, a procura esta muito grande, porque estão vindo muitos turistas para a nossa cidade e as demais da região”, iniciando sua venda a R$ 25 a dúzia.

A comerciante conta que a busca pelo seu caranguejo se deve por vir da região de Guaraqueçaba, Tibicanga e Ararapira, onde os manguezais são mais limpos e não têm poluição.

No domingo, o movimento era grande no comércio de Marilda Alves e o tamanho do crustáceo justificava a procura, por ser graúdo e atender todas as recomendações do IAP.

Vale destacar que a Portaria nº180/2002 alerta que, até o dia 15 de março de 2020, está liberada somente caça dos machos, com carapaça igual ou superior a sete centímetros, não podendo utilizar qualquer equipamento cortante para a captura. Após essa data estará totalmente proibida a captura, o transporte e a comercialização dos caranguejos de qualquer tamanho. A proibição ocorre porque esse é o período de defeso do animal, ou seja, de desova e crescimento dos novos crustáceos. Para garantir a perpetuação da espécie, as fêmeas e os animais com dimensões inferiores não podem ser capturados, transportados ou comercializados em nenhuma época do ano.

O IAP alerta sobre as precauções e restrições necessárias para garantir a continuidade da espécie no território paranaense e os cuidados com o bem-estar dos animais.

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Por isso, durante esse período, fiscais do IAP e a Polícia Ambiental continuam investindo em ações de fiscalização nos locais onde historicamente há concentração de pescadores e registros de captura irregular e infrações ambientais.

Quem for flagrado capturando, transportando ou comercializando os crustáceos, em desacordo com as restrições determinadas pela portaria, poderá ser enquadrado na Lei de Crimes Ambientais.

A multa para quem desrespeitar as normas varia de R$ 700 a

R$ 100 mil por pescador, e mais R$ 20,00 para cada quilo de caranguejo capturado em desconformidade. Além disso, o infrator poderá responder ação criminal e judicial. A captura é permitida apenas de forma artesanal, feita com as mãos.

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