Cadeirante novamente é vítima de constrangimento pela Viação Graciosa

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Em fevereiro de 2013, a cadeirante Maria Aparecida Pinheiro, foi vítima da má qualidade do sistema de acessibilidade e do atendimento no ônibus da Viação Graciosa, vivendo momentos de constrangimento e estresse no Terminal Rodoviário de Paranaguá. 

Residente na cidade de Matinhos, Maria Aparecida, teve de ser colocada no ônibus que viria para Paranaguá, depois que o motorista, sem testar o equipamento, disse que não estava funcionando. Ao chegar à rodoviária, o drama se repetiu no momento do desembarque. No seu retorno, por volta das 12 horas, mais uma vez, o elevador não funcionou. Tudo no mesmo dia.

Nervosa e aos prantos, Maria Aparecida, que já havia protocolado uma denúncia na própria empresa, ligou para a Polícia Militar que compareceu na rodoviária para atendê-la. Sem solucionar o problema, ela e o gerente da Viação Graciosa foram parar na Delegacia de Polícia, onde foi feita uma queixa crime por constrangimento.

Após este ato, a cadeirante disse que jamais retornou à cidade, porém, na última quarta-feira (23), ela se viu obrigada fazer um trabalho em Paranaguá e, para seu desespero, o mesmo problema tornou se repetir na rodoviária de Matinhos. O equipamento de acessibilidade do ônibus não funcionou e ela teve de ser colocada no interior do ônibus pelos passageiros.

De acordo com Maria Aparecida, ela ficou duas horas e meia esperando o ônibus no ponto e, no momento de embarcar, foi informada que o elevador não estava funcionando. Novamente ela teve de ser colocada no ônibus pelas pessoas. O temor da cadeirante é o fato dela possuir pinos na coluna e ter feito uma cirurgia no pé e o fato de sua cadeira ser dobrável. Com isso o risco dela se desmontar no momento que está sendo embarcada é muito grande. “Cada vez que acontece isso eu fico tremendo, eu tenho medo que solte algumas peças da cadeira e eu caia, além de ser muito constrangedor”, disse Maria.

Sem providência desde 2013

Na chegada ao Terminal Rodoviário, os próprios funcionários da Viação Graciosa ajudaram no desembarque, pois sabiam que o elevador não estava funcionando, porque o equipamento havia sido testado na garagem e na rodoviária, mesmo assim, foi colocado na linha. Eles admitiram a deficiência da empresa e lamentaram a situação vivida pela cadeirante, mas que não podiam fazer nada. Porém, para Maria Aparecida este é um problema que deve ser resolvido pela gerencia da empresa na cidade, com uma manutenção periódica nos elevadores.

A cadeirante disse que desde o ano passado nenhuma providência no sentido de melhorar a acessibilidade, mesmo depois de ela levar o problema para o setor de reclamação da Viação Graciosa. Em razão da ausência de um retorno, ela disse que buscará o caminho da justiça para que outras pessoas não passem pela mesma situação que ela vem sofrendo constantemente com a empresa.

Vale dizer que a legislação federal determina que os serviços de transporte coletivo intermunicipais devem priorizar o embarque e desembarque dos usuários com deficiência física, em nível em pelo menos um dos acessos do veículo, sob pena de multa.

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