Capitania ocupará área do prédio do IBAMA e colocará fim ao mocó na Costeira

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Em julho de 2012, a reportagem do JB denunciou o abandono do Governo Federal, ao prédio que serviu de sede para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF), que, até hoje, serve de mocó para desocupados, viciados e prostitutas, levando risco aos moradores do bairro da Costeira em Paranaguá.

No início deste mês, a Marinha do Brasil e o IBAMA, assinaram Termo de Cessão de Uso Gratuito de Bem Imóvel da área, onde se encontra o prédio abandonado e deve colocar um fim no mocó.  

De acordo com a Marinha do Brasil, a área que possui cerca de dois mil metros quadrados, será usada para ampliar as instalações da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR) e será usado para vistorias navais e atendimento ao público.

A cessão da área foi publicada no Diário Oficial no dia 4 deste mês e tem vigência de 15 anos, prorrogáveis por iguais e sucessivos períodos. A assinatura do Termo de Cessão contou com a presença do Superintendente Estadual do IBAMA no Paraná, Jorge Augusto Callado Afonso, do Chefe do Escritório Regional do IBAMA em Paranaguá, Heitor de Souza Peretti e do Chefe do Escritório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Cyrus Augustus Moro Daldin.

Nada mudou desde 2012

Vale lembrar que na reportagem feita em 2012, o JB observou que os invasores quebraram dois “palitos” de concreto do muro para ter acesso ao imóvel. O lixo e o matagal tomavam conta do pátio, cujas paredes se encontravam pichados com desenhos e frases que faziam apologia as drogas, “maconha é a solução” diz uma das frases. Nada disso mudou até hoje.  

Em razão da precariedade e fortes ventos, o telhado desabou e as partes em concreto têm servido de moradia para os desocupados e viciados. Na parte dos fundos do imóvel, existe uma carcaça de um barco de fibra de vidro abandonada e coberta de mato.

No momento que a reportagem vistoriava o imóvel, haviam três pessoas no seu interior, uma mulher, em visível estado de embriagues diante de um fogão improvisado, um sindicalista fazendo uso de maconha e um catador de material reciclado na parte superior que ainda se encontrava em pé.

O catador estava num imóvel com a porta trancada, sentado numa cama imunda e, diante dela, outros três colchões mostravam que quatro pessoas vivem naquele espaço. O catador que se chama José Carlos Pereira e veio de Curitiba, disse que mora há mais de um ano no prédio com outros três companheiros. No local um grande número de litros de cachaça e latinhas de refrigerantes cortadas, normalmente, usada para consumo de crack.

Moradores da região afirmam que a movimentação de desocupados e mulheres no interior do prédio é intensa, o que gera preocupação com a possibilidade de furtos na região.

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