Destacamento da PM na Ilha dos Valadares vira área administrativa da prefeitura

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Uma semana após a denúncia do ex-integrante do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Ilha dos Valadares, Aluízio Ramos, da não efetivação do Destacamento da Polícia Militar na Ilha dos Valadares pelo Governo do Estado, através do 9º Batalhão da Polícia Militar, o prédio foi transformado numa área administrativa da prefeitura de Paranaguá.  

Com a forte chuva que desabou na cidade na semana passada, a falta de cobertura na obra da reforma da Unidade Básica de Saúde, provocou prejuízos em moveis e equipamentos e os consultórios da médica Dra. Cassiana do programa do Governo Federal, Estratégia Saúde da Família (ESF), foram transferidos para salas do prédio construído para ser o Destacamento Policial. As áreas 3 e 5 do ESF, agora estão instaladas no prédio que se tornou área administrativa da prefeitura e dos Correios.

A Polícia Militar resgatou sua condição de módulo e está atendendo no prédio onde funcionou o Corpo de Bombeiros e a Guarda Civil Municipal que estava desativado e sem ocupação. 

Com isso, o que foi previsto por Aluízio Ramos, se concretizou com o Governo do Estado acabando com a implantação do Destacamento Policial, no prédio construído cerca de 70% por recursos da comunidade, empresários e colaboradores em 2010.

Inaugurado nos festejos dos 362 anos de Paranaguá, no dia 26 de julho, o Destacamento da Polícia Militar na Ilha dos Valadares foi um sonho de segurança aos moradores da ilha, que se transformou numa bandeira do extinto Conseg e, hoje, é definitivamente sepultado. A ocupação pelo setor público foi prevista no projeto original, mas seria de três salas que abrigariam o Conseg, o Conselho Antidrogas e o Conselho Tutelar. As outras três salas seriam ocupadas pela Polícia Militar. Agora todas as salas estão sendo ocupadas por áreas que não são voltadas à segurança pública.

Na sua defesa para que o prédio fosse utilizado para segurança pública, como um destacamento da Polícia Militar, com policiais revezando em turno de 24 horas, com viaturas, rádio comunicador e internet, o ex-integrante do Conseg, não só alertou como previu o risco da ocupação de todo o prédio pela prefeitura. “Gostaria que a sociedade em geral e, principalmente, a insulana raciocinasse  se amanhã tivermos um governador ou governadora que, de fato, se preocupe com a segurança na ilha, resolver investir num destacamento, como estará este prédio? Teremos que fazer uma reintegração de posse?”, questionou Aluízio.

 

 

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