Grupo realiza registros fotográficos de patrimônios históricos de Paranaguá

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O patrimônio histórico de Paranaguá pode se tornar um documentário fotográfico em breve. É o objetivo de um grupo apaixonado por fotografias que resolveu registrar os prédios antigos, antes que eles deidem de existir, em razão do tempo ou da falta de manutenção por parte do Poder Público. O grupo é orientado pelo fotógrafo e dono do maior acervo de imagens dos anos 70 e 80 da cidade, Jorge Fujita, que retornou ao município após anos trabalhando fora do país.

Fujita sempre gostou de registrar tudo, inclusive trabalhou em jornais da cidade. Com uma visão privilegiada, o artista das lentes começou a fotografar ainda com as câmeras analógicas e com tanta modernidade tecnológica precisou reaprender a utilizar as câmeras digitais. Logo veio a ideia de compartilhar seus arquivos em uma página no Facebook, intitulada como “Arquivo Fujita”. O trabalho logo ganhou admiradores que começaram a lhe enviar fotografias antigas, que foram compartilhadas na rede social. Com a repercussão da página, Fujita resolveu então reunir pessoas com qualquer tipo de câmera e até mesmo aparelhos celulares para participar de uma caminhada pelas principais ruas da cidade, onde o grupo registra os prédios para o documentário.

O passeio começou diante do Palácio Visconde de Nácar, prédio construído por volta de 1840, marcado como símbolo de uma época de aristocracia e nobreza local. Foi sede do Governo da Província do Paraná e Câmara Municipal de Vereadores. “Não estamos aqui para criticar o porquê que alguns patrimônios estão abandonados. Apenas queremos registrar e compartilhar toda essa história. É uma caminhada pelo resgate histórico. Após os registros, queremos compartilhar para o mundo toda a beleza da nossa cidade”, declarou Fujita. “Não há regras e muito menos o participante precisa ser profissional. Basta ter uma câmera e caminhar conosco registrando tudo”, ressalta. Entre os participantes do grupo, o empresário Yahia Hamud diz que apesar da beleza do cenário, é preciso cuidar da limpeza e manutenção da cidade. “A principal lição foi para que os belos casarões do nosso Centro Histórico sejam mais fotografados e suas belezas expostas. É necessário também cuidar melhor de nossas calçadas, do lixo e do mato no meio fio das ruas”, ressaltou. O trajeto continuou pela Rua XV de Novembro até o casario da Rua da Praia, às margens do Rio Itiberê. “É impossível registrar tudo num só dia. Mas esperamos reunir mais pessoas nos próximos encontros”, concluiu Fujita.

 

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