Mães denunciam espancamento de seus filhos por taxistas, após acidente na BR-277

Em consequência das agressões, Jhonata ficou internado até a segunda-feira (1), mas teve de retornar na sexta-feira (5) por complicações

por Redação JB Litoral
18/12/2014 13:00 (Última atualização: 18/12/2014)

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O que era para ser um final de semana tranquilo a dois jovens trabalhadores, tornou-se um pesadelo para duas famílias, diante da violência desnecessária cometida por taxistas, após um acidente ocorrido na madrugada do dia 30 novembro na BR-277, próximo do semáforo da Rua Professor Cleto, em Paranaguá.

Revoltadas com esta situação, Tamara Gonçalves, mãe do controlador de armazém Alexandre (19) e Salete do Rocio Lourenço, mãe do motorista da Coopadubo, Jhonata (26), estiveram na redação do JB e denunciaram a agressão sofrida por seus filhos, após o acidente.
De acordo com Salete, seu filho e o amigo Alexandre retornavam para casa, depois de uma noite de diversão sadia, quando se envolveram num acidente na BR-277 com o veículo Gol, do táxi de Cleber Fernandes.

Após a colisão, foi acionada a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que tomou os depoimentos do taxista e uma testemunha, porém, quando ia tomar o depoimento dos dois jovens, foi chamada para dar atendimento a outro acidente, desta vez com morte, na mesma BR-277 e orientou os jovens a não saírem do local, para prestarem sua declarações. Foi o prazo suficiente, segundo as duas mães, para que um taxista acionasse outros colegas até o local e, lá chegando, passaram a espancar os dois jovens, que sequer puderam se defender. Desesperado pelas agressões que sofria, Jhonata ligou para sua mãe pedindo socorro, e a mesma teve dificuldade de encontrá-lo. Quando chegou até o acidente, prossegue Salete, encontrou o filho e o amigo agredidos e diversos taxistas no local. Desesperada ao ver o estado do filho, a mãe falou com os socorristas do Serviço Atendimento Médico de Urgência (Samu), que asseguraram que os ferimentos sofridos não eram em razão do acidente e sim de agressões sofridas.

A mãe disse ainda, que além de ser espancado, o filho teve furtados uma corrente de prata, celular e um módulo do seu veículo.

Em consequência das agressões, Jhonata ficou internado até a segunda-feira (1), mas teve de retornar na sexta-feira (5) por complicações. Ele sofreu traumatismo na face e teve o nariz e o maxilar quebrados. Alexandre, por sua vez, foi atendido, medicado e liberado pelo Hospital Regional do Litoral.

Justiça e punição aos agressores

Revoltadas as duas mães registraram um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia, onde os jovens realizaram exame de corpo de delito e conseguiram imagens de uma câmera que registrou parte dos fatos. Nas imagens, segundo Salete, era o veículo táxi Gol que estava em alta velocidade e não o carro de seu filho, que já passou por duas tomografias computadorizadas.

Determinadas, as mães exigem justiça e punição aos agressores. De acordo com Salete, nada justifica as agressões sofridas e tudo poderia ser revolvido de forma legal. “Enquanto esperavam o socorro um grupo de taxistas covardes espancou eles até deixá-los desacordados. Foram salvos por dois vigilantes que viram a cena e impediram que eles fossem mortos espancados”, postou Tamara Gonçalves em seu perfil na rede social.

Atualmente, o filho de Salete está impossibilitado de trabalho, sofrendo prejuízos e a família gastando com medicamentos. “Queremos que a justiça seja feita para que outras mães não passem pelo que estamos passando”, desabafou Salete.

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