Mais de 140 pessoas conhecem exposição Ártemis no primeiro dia

Trabalho registra conscientização e prevenção do câncer de mama em Paranaguá

por Redação JB Litoral
03/10/2014 14:00 (Última atualização: 03/10/2014)

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A sensualidade de mulheres que estão ou que conseguiram vencer o câncer de mama é retratada na exposição “Ártemis – deusa, mulher, guerreira” que começou na última quarta-feira (1º) na Casa Cecy, sede da Fundação Municipal de Cultura.

Ao todo, 16 mulheres foram fotografadas com um pequeno texto escrito ao corpo sobre o cotidianos destas mulheres. André Alexandre assina as fotografias, e o jornalista e escritor Paulo Ras as mensagens.

As personagens da exposição são integrantes do Instituto Peito Aberto, criado em 2013, para dar apoio à pacientes com câncer de mama. Atualmente, 37 mulheres fazem parte do Instituto. Segundo o fotógrafo, André Alexandre, o principal objetivo do trabalho é mostrar que, apesar da doença, a sensualidade e a feminilidade continuam. Por isso, acrescenta o escrito, as cicatrizes deixadas pela mastectomia ficam em segundo plano.

Na solenidade de lançamento da exposição, a emoção tomou conta.

“É lindo”, era o que mais se ouvia das pessoas quando admiravam a exposição.

Para Fabiana Parro, presidente do Instituto Peito Aberto em Paranaguá, a exposição oferece uma oportunidade de falar da vida, sobretudo da superação das mulheres. “Todas estas mulheres são guerreiras”, destacou.

Para o fotógrafo, André Alexandre, a experiência é marcante. “A luta delas nos incentivou a trabalhar. Em cada trabalho, a gente aprende um pouco mais, e só posso agradecer a oportunidade. Elas fizeram meu outubro mais rosa”, disse.

Dualidade
Fragilidade da mulher e a força da deusa guerreira, deusa da caça que é Artemis. Esta situação fez Paulo Ras sugerir o nome à exposição. “Essa dualidade, da fragilidade com a força está em cada quadro e na força da poesia”, disse o escritor que está em sua terceira exposição em Paranaguá.

Direto de São Paulo, o vice-presidente do Instituto Peito Aberto, William Nacked, incentivou a formação do Instituto em Paranaguá com estrutura para que sejam desenvolvidos projetos. Ele é marido de uma mulher que teve câncer de mama. “Há muitos recursos, mas é preciso trabalho, gestão e projetos para atendermos estas mulheres”, reforçou ao destacar o trabalho de Fabiana Parro e de Isabela Galvez, presidente do Instituto em São Paulo.

E na questão do atendimento, em Paranaguá, o grupo conta com o trabalho da médica mastologista, Ana Carolina Machado. Ela vem acompanhando vários casos, além de fazer parte do grupo Peito Aberto no Litoral. “Sinto-me gratificada pro fazer parte da vida destas mulheres”, destacou a médica durante a solenidade de lançamento da exposição.

A cerimônia foi acompanhada pela secretária municipal de Saúde, médica ginecologista, Dra. Terezinha Kersten que parabenizou o grupo pelo trabalho que vem realizando em Paranaguá. “É uma situação que muitas mulheres poderão enfrentar e terão no grupo um apoio, um suporte”, lembra.

A exposição ficará em Paranaguá pelos próximos 30 dias e depois seguirá para São Paulo como lembra a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Maria Angélica Lobo Leomil. Para ela foi um orgulho receber a exposição na casa da Fundação Municipal da Cultura.

“O artista gosta de saber quantas pessoas viram o seu trabalho, participaram do evento e o livro de registro teve mais de 140 pessoas que assinaram o livro na primeira noite da exposição”, destacou a presidente.

A exposição de conscientização e prevenção do câncer de mama é uma das programações do Instituto em parceria com a Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Paranaguá.

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