Editorial: Manutenção do diálogo de presente

por Redação JB Litoral
16/03/2020 19:27 (Última atualização: 18/04/2020)

Em 2019, o porto nos presentou em seus 84 anos com um aceno de diálogo e parceria e muitas ações positivas ocorreram, acenando, enfim, para o surgimento do elo porto/cidade.

Há décadas que, por conta das diferenças de interesses políticos entre estado e município, o parnanguara, seus visitantes e os portuários pagavam um caro preço por essa queda de braço.

Foram anos esperando uma recuperação da concretagem na Avenida Bento Rocha, fim das visitas técnicas, do porto de arma da Guarda Portuária, do ostracismo dos serviços gerais, uso de mão de obra de empresas de outras cidades e obras na infraestrutura portuária que mofaram em gavetas.  

Chegou ao ponto de o superintendente Henrique Dividino passar quase duas gestões sem ir, sequer, tomar um cafezinho na panificadora da esquina, tampouco em eventos da cidade, inclusive atos públicos. Enclausurado em seu apartamento, só era visitado em seu gabinete e, praticamente, nunca visitou nenhuma autoridade.

Este período sombrio parece ter chegado ao fim com a juventude que marca a composição da diretoria da Portos do Paraná, assim como o próprio governador Ratinho Junior.

Foi um ano de diálogo com trabalhadores portuários avulsos e comunidade portuária, parcerias com poder local e federal, além de uma participação ativa no dia a dia da cidade. O diretor-presidente Luiz Fernando até participou da Corrida e Caminhada Contra o Câncer, evento social idealizado e organizado pela voluntária Luciana Pianço.

Houve, ainda, o resgate de conquistas e programas que haviam sido cortados, desde as visitas técnicas, a valorização da Guarda Portuária e o pagamento de R$ 25 milhões de tributos em atraso aos cofres municipais.

O presente ideal nestes 85 anos, sem dúvida alguma, será a manutenção dessas diretrizes de gestão, pois a tendência sempre será de obter maiores e melhores resultados, tanto para o porto, Estado, bem como toda a cidade.

Por se tratar de um ano eleitoral, que nada seja mudado nessas intenções e, mais ainda, após o resultado das urnas em outubro, pois a impressão que temos, é que o Porto está se preocupando mais com crescimento e desenvolvimento do que com política. O que é muito bom!

Salve os 85 anos do Dom Pedro II!