Moradores de Morretes reclamam de alagamentos devido às chuvas

por Redação JB Litoral
18/10/2018 00:00 (Última atualização: 18/10/2018)

Na primavera e verão, as chuvas são comuns em todas as partes do Brasil, desde as pancadas rápidas, até as mais intensas e os moradores de Morretes têm sofrido com os alagamentos provocados por estas chuvas. Janaína Petersen, que reside no Bairro Rocio, afirma que há mais de 20 anos a situação continua a mesma, sem nenhuma melhoria.

Ela mora na Rua Eulalia Alvez da Cruz e diz que, independentemente do nível da chuva, a localidade alaga e não existe outra opção para alternar o caminho. “São 20 anos de promessas e nada de arrumarem a rua. Nós, que temos crianças, fica difícil levar elas para a escola quando chove, porque precisamos molhar os pés para atravessar e não tem como desviar”, declara.

Noemi Duarte Nascimento, também moradora, afirma que há dois anos e meio mora no local e desde a primeira chuva teve a infelicidade de observar os alagamentos. “Achando que as coisas poderiam mudar, perguntei aos vizinhos e descobri que faz anos que a situação é a mesma. Alguns disseram que uma boca de lobo foi aberta, mas a Companhia de Saneamento do Litoral (SANEPAR) colocou um cadeado, pois fazia mal até para a nossa saúde. A prefeitura disse que o conserto sairia muito caro e está assim até agora. Como eu preciso andar a pé para trabalhar e levar meu filho à escola, sempre estou com os pés molhados, e, além disso, o fedor de água podre é insuportável”, afirma.

Para elas, é necessário que a boca de lobo existente seja consertada ou que outra seja criada, por onde a água possa ser escoada, evitando assim as enchentes.
 

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Rua Eulalia Alvez Cruz completamente alagada

Situação semelhante ocorre na Rua Emerson Sidival Cardoso, também no Bairro do Rocio, onde o tradicional alagamento, que ocorre na rua com qualquer chuva, até agora, continua sem solução, apesar das muitas promessas de políticos que passam pela comunidade pedindo votos e garantindo solução.

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A denúncia foi enviada ao Portal do JB Litoral acompanhado de uma série de fotos das péssimas condições da rua.

O que diz a Prefeitura

O secretário de Infraestrutura da cidade, João Alberto Pereira, informa que está verificando junto ao departamento de Urbanismo uma forma de resolver a situação. “Se trata de um local muito baixo e estamos com dificuldades de encontrar uma maneira para tirar estas águas pelo sistema de gravidade”, diz. De acordo com ele, a secretaria está decidida a resolver a situação e espera que, no prazo de 15 dias, a questão seja concluída.

 

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