Morre Waltel Branco, músico parnanguara conhecido internacionalmente

por Redação JB Litoral
13/12/2018 00:00 (Última atualização: 13/12/2018)

O maestro parnanguara, Waltel Branco, um dos compositores da icônica trilha sonora da Pantera-Cor-de-Rosa, morreu, aos 89 anos, no último dia 28, no Rio de Janeiro. O músico morava com a filha há aproximadamente um ano, na cidade de Jacarepaguá e, estranhamente, a morte, ainda com causa desconhecida, só foi comunicada 15 dias depois, na tarde desta quinta-feira (13).  

Waltel é conhecido internacionalmente por seu trabalho, já participou de cerca de mil discos e colaborou com artistas como Tom Jobim, Henry Mancini, Astor Piazolla, Dizzy Gillespie, Nat King Cole, Quincy Jones, João Gilberto, Baden Bawell, Roberto Carlos, Djavan, entre tantos outros, além de ter cooperado na composição da vinheta do Jornal Nacional e de trilhas sonoras de novelas como Escrava Isaura e Irmãos Coragem.

Em 2016, Paranaguá homenageou o maestro, batizando com o nome dele o Conservatório Musical da cidade. Além disto, na mesma ocasião, recebeu alguns presentes do Poder Público, dentre os quais uma placa de reconhecimento pela dedicação à música.

Eu já recebi homenagens em diversos lugares, mas as que vêm de Paranaguá são especiais, porque aqui é a cidade em que nasci. Fui agraciado com o Bagrinho de Ouro, recebi também uma homenagem do Movimento Negro e outra na Câmara de Vereadores, mas isso já faz tempo”, disse, na ocasião, em entrevista à imprensa.

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Anteriormente, em 2012, ele já havia recebido o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) como compositor, arranjador e multi-instrumentista paranaense. O artista deixou sua marca em inúmeros ritmos populares – do samba-canção à Bossa Nova, do jazz fusion à MPB, do samba às trilhas de novela – ao longo de sua carreira de mais de 70 anos.

Além destas, Watel já recebeu inúmeras outras homenagens, entre as quais um premiado documentário, que relata brevemente sua história, chamado “Descobrindo Waltel” (2005) de Alessandro Gamo, onde ilustres personalidades como Ed Motta, Roberto Menescal e o maestro Julio Medaglia, entre outros, ajudam a contar a vida do mestre.

 

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