Motorista envolvido em acidente na José Lobo afirma que não viu as vítimas

por Redação JB Litoral
16/01/2019 08:58 (Última atualização: 16/01/2019)

Acidente ocorreu na tarde de ontem, no bairro Dom Pedro II

O motorista do caminhão envolvido no acidente que resultou na morte de duas pessoas, na tarde de terça-feira, 15, na Avenida Coronel José Lobo, em Paranaguá, disse à polícia que não percebeu o acidente. Marcos Fernandes Pereira dos Santos, de 37 anos, morador em Campo Mourão, foi abordado pela Polícia Militar em uma empresa localizada próximo ao local do acidente e encaminhado à 1ª Subdivisão Policial.

O acidente ocorreu por volta das 14 horas, no cruzamento com a Rua Manoel Pereira, resultando na morte de Danilo José Dare, de 31 anos, e Joselson Gonçalves da Rosa, de 35. Os dois estavam em motocicleta Honda Fan, a qual se envollveu numa colisão com o caminhão bitrem dirigido por Marcos, e entraram em óbito no local.

Conforme a ocorrência, durante o atendimento ao acidente, policiais militares foram informados por testemunhas que o condutor do caminhão não estaria no local e repassaram o número da placa e a direção em que o veículo seguiu após o acidente.

Através das informações, os militares chegaram até a Marcos, que estava com o seu caminhão no pátio da empresa Coamo. Em suas declarações, ele relatou que após descarregar o veículo, estava seguindo de volta para sua cidade e, por conta do congestionamento, fez fazer uma manobra no local do acidente e, instantes depois, um motociclista lhe abordou e disse que teria batido seu caminhão em uma motocicleta.

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O motorista contou que, diante disso, retornou à empresa Coamo, onde permaneceu para tomar providências, pois não havia percebido que teria se envolvido no acidente. Marcos foi submetido ao teste do bafômetro, que registrou que ele não estava sob efeito de álcool e, em seguida, foi encaminhado à delegacia, onde foi indiciado em inquérito policial que vai investigar o acidente.

Na manhã desta quarta-feira, o corpo de Danilo, o qual era natural de Coronel Fabriciano, Minas Gerais, permanecia no IML, aguardando a liberação. Ele não tinha familiares em Paranaguá, onde trabalhava como garçom. O corpo de Joelson, que residia na Vila Guarani, foi liberado ainda na terça-feira e o sepultamento acontece na manhã de hoje, no cemitério São Benedito, Vila São Vicente.

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