Na obra de R$ 465 mil, empresas recebem R$ 360 mil e fecham 2016 com 500 metros

12.800 METROS EM GUARAQUEÇABA

por Redação JB Litoral
05/01/2017 13:25 (Última atualização: 14/08/2020)

Nos 500 metros construídos sem drenagem, não se vê quase nenhuma boca de lobo. Foto/JB

Mesmo depois de perder a reeleição por exatos 585 votos para o empresário Riad Said Zahoui, mais conhecido por Ariad (PMDB), denúncias contra a Ex-prefeita de Guaraqueçaba, Lilian Narloch Ramos (PSDB) continuam chegando à redação do JB, inclusive com farta documentação.  

Antes da eleição de outubro a reportagem constatou que, até agosto de 2016, a prefeitura efetuou 397 pagamentos para a empresa Roberto Maciel de Castro ME, que totalizaram R$ R$ 2.998.590,83, uma média de nove pagamentos por mês. Um valor um pouco abaixo da denúncia enviada a reportagem de R$ 3.443.365,54, o que dá uma diferença de R$ 444.774,71.

Na semana passada a reportagem esteve na cidade no período da manhã e, mais uma vez, recebeu novas denúncias. Na oportunidade a reportagem constatou a veracidade de sua parte física de três delas, duas envolvendo a pavimentação de avenidas.

Nesta edição, mostrou a não conclusão da pavimentação da Avenida Superagui – assentamento de meio-fio e paver, uma obra no valor de R$ 80.199,90, executada pela empresa Joelson de Souza Ribeiro ME, iniciada, segundo a placa da obra, dia 15 de junho do ano passado.

Entretanto, esta placa não informa o período e nem a data de término da obra, também não indica outros valores que estão sendo pagos para dar suporte à pavimentação, assim como as empresas que estão faturando junto à prefeitura.

Além dos R$ 80 mil da empresa de Joelson, a empresa E.L.Correia Materiais Elétricos fatura R$ 76.997,98 fornecendo pedra brita, armação em aço, cimento, grelha em concreto e tubo de concreto armado para águas pluviais. Da mesma forma, a empresa de Roberto Maciel de Castro também ganha R$ 93.491,00 em materiais para execução da pavimentação intertravada com blocos de concreto para uma extensão de 12.800 metros da obra.

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De acordo com os documentos que a reportagem teve acesso, as três empresas, juntas, representam um custo para a obra de R$ 250.688,88. Todavia, desde iniciada a obra que possui uma extensão de mais de 12 mil metros e compreende o trecho das Ruas Albertino Barbosa e Laerte Weisheimer, a equipe constatou que, até quinta-feira (29), a execução da mesma estacionou em pouco mais de 500 metros.

Denúncias a serem checadas

Ainda na cidade, a reportagem recebeu denúncia de que a Avenida Superagui começou no final de junho, mas foi paralisada em outubro, após a derrota da Prefeita Lilian nas urnas e não mais entrou em atividade.

Todavia, a reportagem teve a informação que quando fizeram o processo licitatório de R$ 76 mil para realizar a drenagem, a avenida já estava pavimentada sem drenar. Também foi informado que o total de recursos púbicos gastos chega a R$ 219 mil somente de paver e bloco intertravado onde a prefeitura já pagou R$ 105 mil deste valor. Por sua vez, os R$ 93 mil de meio-fio foram pagos duas vezes pela prefeitura, pois se trata de sobra da obra não realizada na gestão do Prefeito Haroldo Barriga e que foi comprada pelo empresário Roberto de Castro o qual tornou a vender para a prefeitura de Lilian Ramos nesta gestão.

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