Editorial: Não se deve abrir mão do erário

por Redação JB Litoral
20/04/2020 14:09 (Última atualização: 18/05/2020)

A frase é clichê antigo de gestores, porém, verdadeira a cada mandato: “a cidade é sempre uma obra inacabada”. E o que respalda essa afirmação senão a eterna falta de recursos financeiros?

Também nessa esteira muito se diz que a saúde pública, em qualquer esfera, é um “saco sem fundo” e pela mesma situação, falta de recheio aos cofres da prefeitura.

Assim sendo, ficou bastante estranha a atitude da procuradora-geral do Município, Brunna Helouise Marin, de querer abrir mão de quase um quarto de milhão de reais, da ação que a família Roque precisa ressarcir ao município.  

Os mais de R$ 246 mil, fruto de uma irregularidade cometida ainda na gestão do prefeito Mário Roque, pelo ex-secretário municipal Massami Takayama, servirão muito para atender a população em obras, programas e ações voltadas para uma melhor qualidade de vida.

Vale lembrar que, em 2014, um dos antecessores de Bruna, o procurador do Município, Acyr Correia Neto, defendia que “a Municipalidade não medirá esforços para que seja devidamente indenizada quanto aos atos cometidos e o ressarcimento dos valores aos cofres públicos”.

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Nesse ponto, o autor da denúncia, o vereador Jaime da Saúde se reveste de razão ao criticar esta postura da Procuradora, alegando que ao invés de ela defender o interesse do Município, de certa forma, está defendendo o prefeito. 

A argumentação de Bruna, enquanto PROGEM, desafiou a matemática, ao afirmar que o Município “não teve qualquer prejuízo”, e vai na contramão do entendimento do vereador que vê essa atitude como “renúncia de receita”.

Fato é, que o caso foi parar no Ministério Público do Paraná e no Tribunal de Contas do Paraná, os quais poderão dizer quem está certo e errado nessa questão.