Guaraqueçaba

Lixo internacional encontrado em praia e restinga no Superagui

Lixo de países asiáticos e de outros pontos estrangeiros foram recolhidos no litoral do Paraná (Foto: Divulgação)
Lixo de países asiáticos e de outros pontos estrangeiros foram recolhidos no litoral do Paraná (Foto: Divulgação)

Na última semana, a ONG Parceiros do Mar, em uma ação com mais de 30 voluntários, promoveu uma coleta de lixo na praia da Unidade de Conservação do Superagui, localizada em Guaraqueçaba. Apesar de a área ser uma das mais importantes reservas ambientais do litoral paranaense, os voluntários ficaram preocupados com a quantidade de lixo recolhido na orla: 47 sacos com um total de 120 quilos de resíduos tirados da areia e da restinga da localidade. Entre o que estava na areia e área de restinga havia, inclusive, lixo internacional.

De acordo com a ONG, esta é a quarta limpeza realizada pela entidade com apoio de parceiros da região apenas neste segundo semestre de 2018, ou seja, de julho para cá e, mesmo assim, a demanda para recolher lixo não acaba. O objetivo, segundo a Parceiros do Mar, é envolver e conscientizar a comunidade litorânea em torno da destinação irregular do lixo e os riscos que ele pode trazer para o meio ambiente, entre eles diversos animais marinhos que vivem no Superagui e em outras áreas ambientais da região costeira do Paraná.

“O que mais encontramos nas limpezas é o chamado microlixo, que são objetos já em decomposição. O microplástico também é muito presente, bem como os canudos, muito daqueles lacres de plástico e as tampinhas e garrafas PET. Chamou a atenção a quantidade de lixo internacional, com rótulos de países asiáticos. Além disto, há bastante resíduo de pesca como redes e isopor, um dos materiais mais poluentes que existem”, afirma Silvia Turra Grechinski, Diretora da ONG Parceiros do Mar. Ainda segundo ela, foram encontrados muitos restos de construção e canos, bem como lixo hospitalar e roupas.

Este rejeito encontrado pode afetar consideravelmente a integridade de diversos animais marinhos que vivem no Superagui, podendo inclusive ceifar vidas selvagens. Além disto, torna-se um "pecado" ver em um local tão rico ambientalmente com esta quantidade imensa de detritos advindos não só das comunidades litorâneas, como também de outros Países.

Segundo a ONG, a limpeza foi realizada no último dia 15 de setembro e contou com a parceria da Associação Mar Brasil, Instituto Meros do Brasil, ICMBio, Centro Acadêmico de Direito da PUC, Coletivo Lara de Lemos e Grupo de Mulheres do Superagui.

 

*Com informações da assessoria da ONG Parceiros do Mar.