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Diretora-executiva apresenta novos projetos do OGMO de Paranaguá

Shana Bertol é a primeira mulher a assumir a diretoria-executiva desde a sua fundação

Ultima Atualização: 29.10.2019 às 18:18:53

Em 2017, o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) de Paranaguá empossou a primeira mulher a atuar como Diretora-executiva desde a sua fundação em 1994. Shana Carolina Colaço Vaz Bertol iniciou sua jornada na Entidade em 2006, como advogada, cargo que exerceu até 2013. Anos depois, retornou como Diretora-executiva, onde segue até hoje, trazendo inovação e transparência à gestão.

Apesar de a área portuária ser dominada pelo sexo masculino, que exerce a maioria dos cargos de chefia, além daqueles que atuam no trabalho braçal, Shana aceitou o desafio de administrar o gerenciamento entre a capital e o trabalho na faixa portuária, onde tem implantado grandes projetos. “A proposta que eu trouxe para o OGMO foi de realizar uma gestão transparente e verdadeira para todos os atendidos. Creio que, independentemente do gênero, quando você gosta do que faz, o reconhecimento profissional é consequência”, explica.

Afirma, ainda, que devido à característica própria das mulheres – naturalmente mais empáticas –, a relação com a Comunidade Portuária melhorou muito. “A mulher é mais sensitiva, o que possibilita entender melhor os anseios tanto dos trabalhadores portuários avulsos como dos operadores portuários, facilitando assim uma comunicação mais assertiva, clara e objetiva. Além disto, não tive dificuldades em atuar na gestão por ser mulher, nunca sofri nenhuma discriminação”, diz.
 

OGMO 100% digital
 

Com a nova gestão, o OGMO/Paranaguá tem o desafio de se tornar 100% digital até dezembro de 2020. No ano passado, a plataforma da Entidade foi alterada para um sistema via web.

Anteriormente, toda a escalação dos trabalhadores, requisição e folha de pagamento era feita de forma manual, hoje, a folha de pagamento, escalação, fiscalização, segurança e saúde no trabalho, comissão paritária, tudo isto foi digitalizado. Agora, o trabalhador consegue solicitar via web diversos documentos, verificar todas as perspectivas, ordem de escalação, entre outros”, diz a Diretora-executiva.

Além disto, em julho deste ano, o holerite também foi digitalizado. Antes, a impressão média era de 1.600 holerites por semana e, atualmente, cerca de 95% deles são digitais, apenas aqueles que decidem por ter o documento físico é que solicitam o papel.

Outra novidade é que no dia 17 deste mês, durante o I Seminário sobre o tema Trabalho Portuário, o OGMO lançou o seu próprio aplicativo que, de imediato, facilitará ainda mais a comunicação entre a entidade, operadores e trabalhadores portuários avulsos:

“O OGMO vai iniciar com todos os boletins de ocorrência que, até então, eram confeccionados manualmente; além de todas as fiscalizações de navios no Porto serem registradas pelo computador portátil. O trabalhador vai utilizar a senha, que é pessoal e intransferível, para validar a fiscalização e, tanto o operador, quanto o avulso, terão acesso imediato pelo aplicativo”, diz Shana.

Este recurso também tem o objetivo de acabar com as solicitações do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), de declarações, entre outras, que também terão a entrega de forma digital. 

Próximos projetos

Para o ano que vem, Shana Carolina informa que será implantado o teste de etilômetro na área portuária, em parceria com a APPA.

O bafômetro não será apenas para os trabalhadores portuários avulsos, mas para qualquer pessoa que acesse o porto público. Já alinhamos com a APPA e Sindicatos e, até a metade do ano que vem, pretendemos implantar o procedimento”, diz.

Outro projeto importante, é que o OGMO está em busca da ampliação de capacitação e treinamento para os trabalhadores portuários avulsos, investindo em especialização: “O principal ponto é trazermos inovação, sermos referência nacional na gestão de serviços portuários com adoção de políticas inovadoras. Já podemos ser considerados os pioneiros na habilitação via web, pois desde 2017 os avulsos se habilitam pelo celular, computador, de onde estiverem, trazendo mobilidade”, afirma.

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