Porto de Paranaguá

Empresas portuárias de Paranaguá e Antonina estão entre as 500 maiores do sul do Brasil

Ultima Atualização: 27.11.2019 às 12:49:55

Empresas portuárias, três delas genuinamente de Paranaguá, e uma de Antonina, apareceram no ranking das 500 maiores do Sul do Brasil na premiação realizada pela Revista Amanhã, que aconteceu no dia 07 deste mês, na ExpoUnimed, em Curitiba. Foram premiadas: a Rocha Terminais e Operadoreuários S/A, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Cattalini Terminais Marítimos S/A PASA – Paraná Operações Portuárias e, a capelista, Terminal Portuário da Ponta do Félix S/A (TPPF), entre outras.

Com 29 anos de existência, o evento, que é considerado o mais importante na classificação regional de empresas do país, contou com a presença de diversas companhias da região sul e autoridades, como o Governador Ratinho Junior (PSD) e o Vice-governador, Darci Piana (PSD). Isto porque, o Paraná superou o Rio Grande do Sul e passou a liderar nos principais indicadores desta da premiação. Um total de 186 companhias do Estado, que figuraram entre as 500 maiores, assumiram o topo em receita líquida, patrimônio, lucro líquido e no Valor Ponderado de Grandeza (VPG), o indicador usado para classificá-las.

Para a classificação, a Revista Amanhã, em parceria com a consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo na área de auditoria e consultoria, desenvolveu um indicador que reflete o tamanho e o desempenho destas instituições, a partir de um cálculo que considera patrimônio, receita e lucro. Os dados levantados e analisados são relativos ao ano de 2018.


Rocha foi a melhor colocada

Rocha foi a melhor colocada entre as parnanguaras

A sesquicentenária e parnanguara, Rocha Terminais e Operadores Portuários S/A, foi a mais bem avaliada e conquistou o 128º lugar na classificação do sul do país.

Com uma trajetória de 155 anos, ela tem focado num alinhamento efetivo com clientes, parceiros e fornecedores visando atender às necessidades de mercado, antecipando com soluções completas e integradas, garantindo seu diferencial competitivo.Esta soma de fatores tem confirmado à Rocha uma trajetória de sucesso, pautada na confiança, no respeito ao ser humano e ao meio ambiente. Entre as principais linhas de serviços oferecidos, destacam-se: operação portuária de granéis sólidos de importação e exportação, carga de projetos, celulose e carga geral; armazenagem e movimentação de granéis sólidos de exportação (soja, milho, farelo) e granéis sólidos de importação (cevada, malte, fertilizante, sal, trigo) em recintos alfandegados com habilitação da ANVISA (medicamentos, cosméticos, alimentícios), além de armazéns gerais; operação portuária e armazenagem de granéis líquidos (óleos vegetais, químicos e combustíveis); envase e armazenagem de big bags de carga à granel; desembaraço Aduaneiro na Importação e Exportação; movimentação de Cargas; planejamento de Operações Logísticas Integradas; e transporte Intermodal Nacional e Internacional.

Além de Paranaguá, a companhia atua em áreas portuárias de importância mundial, como São Francisco do Sul (SC), Rio Grande (RS) e Itaqui (MA).

Desde 2013, quando passou a integrar o levantamento, ela subiu 23 posições e, hoje, ocupa a 54ª colocação, entre as 186 pesquisadas no Estado. Já no ranking do Sul do Brasil, o resultado obtido nos últimos seis anos é ainda melhor, com um crescimento de 63 posições.

Esta evolução representa um orgulho e é resultado de um planejamento bem executado. Acreditamos que é a consolidação do trabalho e do esforço de diferentes setores, como o comercial, o operacional e o de gestão. Representa o reconhecimento das melhorias aplicadas e dos investimentos realizados pela empresa”, declara o Diretor-presidente da Rocha, Jorge Henrique Sampaio.

TCP: um dos maiores terminais da América do Sul

Em pouco tempo, o TCP se tornou um dos maiores terminais de contêineres da America do Sul. Foto/Rodrigo Leal Appa

Em 176º lugar aparece outra companhia com sua matriz em Paranaguá, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

Criado em 1998, depois de vencer a licitação realizada na gestão do Governador Jaime Lerner, para a concessão do Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, o TCP oferece, às exportadoras e importadoras, uma infraestrutura moderna e bem dimensionada para movimentar cargas com agilidade, segurança e os melhores custos operacionais. Sua área de influência abrange os estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina, e se encontra estrategicamente situada em uma área servida por diversas rodovias, além de ser o único terminal da região que conta com conexão ferroviária direta no próprio pátio. Atualmente, é um dos maiores terminais de contêineres da América do Sul.

Possui uma estrutura com capacidade para movimentar 1,5 milhão de TEUs/ano, conta com 320 mil metros quadrados de área de armazenagem e oferece três berços de atracação, com extensão total de 879 metros, além de dolfins exclusivos para operação de navios de veículos.

Desde março de 2018, o TCP integra o portfólio da China Merchants Port Holding Company (CMPort), o maior e mais competitivo desenvolvedor, investidor e operador de portos públicos daquele país. Atualmente, suas operações e investimentos se estendem pelas áreas costeiras em Hong Kong, Taiwan, Shenzhen, Ningbo, Shanghai, Qingdao, Tianjin, Dailian, Zhangzhou, Zhanjiang e Shantou. Ele também vem ampliando sua presença no Sul da Ásia, na África, no Mediterrâneo e na Austrália. “Para a TCP – instituição que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, estar entre as mais importantes da região Sul, integrando a análise da Revista Amanhã, é uma satisfação. Mais do que isto, é o resultado de um trabalho sério e de muito comprometimento, que tem como principal objetivo gerar valor para os negócios dos nossos clientes e contribuir para o desenvolvimento econômico da região e do País”, diz o Diretor Comercial da TCP, Alexandre Rubio.
 

Cattalini: maior terminal de líquidos do país

A história da empresa, que vive o universo de tanques, tubulações, equipamentos e navios e fez dela, hoje, o maior terminal de líquidos do Brasil, começou com sua fundação na cidade em 1981 e, cinco anos depois, adquiriu o Terminal da Bosca que tinha capacidade estática total de 13 mil metros cúbicos. No ano seguinte, ampliou este volume com o início do Terminal no bairro do Rocio, onde se encontra até hoje. Em 1988 inicia operações em seu píer privado e, uma década depois, se vê obrigada a ampliar para 120 mil metros cúbicos, diante da demanda de serviços. Com a autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), para operação com petróleo e derivados e a Certificação do ISO 14.000, investe em duas novas ampliações, uma de 170 mil e, outra, com 274 mil metros cúbicos. Em 2011, a área do Terminal é expandida para 380 mil metros cúbicos e, três anos depois, começa a construção da 1ª fase do CT-4, na cidade, com volume estático de 140 mil metros cúbicos, e a operação, iniciada em 2016, totaliza 520 mil metros cúbicos de potencial estático.

Atualmente, pode oferecer aos seus clientes quatro berços de atracação, sendo dois privados e dois públicos. Esta exclusividade garante agilidade e segurança no embarque e desembarque dos produtos, além de oferecer um melhor desempenho nas operações portuárias. A interligação com o píer é feita por oito dutos, sendo dois em aço carbono e seis em aço inox, permitindo vazões de até 1.500 metros cúbicos por hora.

JB Litoral
José Paulo Fernandes, “é uma honra integrar esta importante avaliação”

A Cattalini Terminais Marítimos S/A está na 235ª posição e, de acordo com o Diretor-presidente, José Paulo Fernandes, “é uma honra integrar esta importante avaliação. Estar entre as 500 maiores empresas do Sul do Brasil é resultado de um esforço conjunto de todos que compõem e colaboram conosco. É o reconhecimento de um trabalho baseado no foco ao cliente, respeito às pessoas, segurança das operações e fortalecimento dos laços com a nossa comunidade”, afirma.
 

PASA: 1º terminal de açúcar da região sul

PASA é o 1º terminal especializado no embarque de açúcar a granel do sul do país

Na 447ª posição, entre as 500 maiores do sul do Brasil, a Paraná Operações Portuárias (PASA) é uma caçula de 17 anos, com atuação gigante na história do setor sucroalcooleiro paranaense.

A implantação do terminal ocorreu em abril de 2002 no Porto Dom Pedro II, por meio de uma logística ágil para o fluxo da produção de usinas paranaenses. Sua criação atendeu à demanda de exportação aos diferentes mercados internacionais, devido à concepção dentro de um projeto audacioso, onde a soma de esforços e investimentos permitiram a construção do primeiro terminal especializado no embarque de açúcar a granel da região sul do País.

Desde então, o complexo portuário garante a redução nos custos de embarques e uma maior competitividade internacional do produto paranaense. Algo que, até o início da década de 90, o Estado praticamente não tinha expressão como produtor e exportador de açúcar.

Em 2005 foi construído um 2º armazém, elevando para 174.000 toneladas a capacidade estática do seu terminal, proporcionando a armazenagem dos produtos das usinas associadas e de parceiros de negócios, aliada a uma logística completa, tornando o Paraná um estado privilegiado na produção e escoamento do açúcar.

Com o crescimento na demanda de exportação de granéis sólidos, em 2015, a Pasa passou a exportar grãos, em especial soja e milho. Além dos três armazéns graneleiros, a empresa ampliou sua habilidade de recebimento, armazenagem e exportação e, hoje, possui uma capacidade estática total de 239 mil toneladas de graneis sólidos e, para exportação, de sete milhões de toneladas. Isto representa o dobro do volume anterior.

Sob a direção de Pérsio Souza de Assis, a PASA vive o processo de renovação do seu contrato para mais 25 anos, razão pela qual já possui projetos em andamento na Secretaria Especial dos Portos, entre eles, a ampliação de mais um shiploader. O investimento poderá aprovar com antecipação o novo contrato. No ano passado, o Diretor falou na imprensa sobre este propósito que, na época, ainda estava em estudos. Entretanto, além do novo equipamento, a empresa quer aprovar a construção de um quarto armazém.
 

TPPF de Antonina

O TPPF - Terminal Portuário da Ponta do Félix S/A, localizado na cidade de Antonina, aparece no ranking, no 473º lugar. “Compor esta seleta lista das maiores companhias do Sul do País é motivo de muito orgulho para o TPPF. Mais um ano de muito trabalho e dedicação de todos os nossos colaboradores, de muita integração entre o Terminal, a classe portuária e a cidade de Antonina. Isto tudo consolida nossas ações buscando cada vez mais eficiência e modernização em nossas atividades portuárias”, afirma o Diretor Administrativo e Financeiro do TPPF, Fabiano Alves Ramos.

A movimentação de fertilizantes no Porto de Antonina, operado pelo TPPF, cresceu 49% neste ano. No acumulado, a movimentação soma 422.569 toneladas importadas. No mesmo período do ano passado foram 283.614 toneladas. Com as obras de dragagem e obras de expansão do Terminal, a alta na movimentação será ainda maior, e o esperado é que o número atual dobre.

Fabiano Ramos: “Compor esta seleta lista das maiores companhias do Sul do País é motivo de muito orgulho para o TPPF”

A ampliação do Terminal fortalecerá ainda mais o Porto de Antonina, a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico”, reforça o Diretor-presidente do TPPF, Gilberto Birkhan. Segundo ele, todo o projeto de expansão do Terminal proporcionará mais de 500 novos empregos, sendo 260 postos de trabalho diretos e outros 240 empregos adicionais após a conclusão das obras.O intuito é aumentar o portfólio de produtos negociados, fortalecer a economia local e referendar o Terminal como uma solução logística na região”, conclui.

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