Guaraqueçaba

Guaraqueçabana morta é proibida de ser velada em Igreja Católica, reclama família

Ultima Atualização: 11.12.2019 às 20:18:33
Margarida Nascimento Pontes foi encontrada morta em Almirante Tamandaré, no dia 04. (Foto: Divulgação/Facebook)

Nesta quarta-feira (11), uma situação inusitada chamou a atenção dos moradores do Bairro Potinga, na cidade de Guaraqueçaba. O corpo de Margarida Nascimento Pontes (38 anos), encontrada morta no dia 04 deste mês, em Almirante Tamandaré, não poderia ser velado na Paróquia São João da Cruz daquela comunidade rural. O motivo da proibição, segundo a família, é uma festa de formatura que acontecerá amanhã, dia 12, na sede da igreja.

Residente em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, há 10 anos, o corpo de Margarida ficou uma semana no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, pois uma amiga, moradora na Capital paranaense, não conhecia seus familiares.

Por meio das redes sociais, Elaine Laufer, conhecida por Eli do Potinga, recebeu uma mensagem da vizinha da falecida, a qual deu a notícia de sua morte. No Facebook, ela fez um apelo para que alguém da região compartilhasse a informação, que chegou rapidamente aos familiares. 

Segundo Vanessa Ramos Costa, filha de Margarida, o laudo aponta como causa da morte meningite, mas as informações estão desencontradas, já que o corpo apresenta sinais de agressão. “Eu soube que o companheiro dela espancava a minha mãe. Dias antes da morte, ele a puxou do carro pelos cabelos. Ele disse que ela teve dois ataques epiléticos, mas, no segundo, acabou morrendo”, relatou.

Por volta das 15h30 desta quarta-feira, a irmã, a filha e o sobrinho da vítima estavam com o requerimento de necropsia para retirada do corpo. A previsão de chegada à região rural é nesta quarta-feira à noite.

O JB Litoral entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Diocese de Paranaguá, responsável pela igreja, a qual informou que o Pároco da localidade disse que a situação já foi resolvida.

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