Porto de Paranaguá

Reunião na Câmara mostra não haver problemas entre trabalhadores e comunidade portuária

Ultima Atualização: 04.11.2019 às 15:49:20
Presidentes sindicais confirmaram o que representantes patronais informaram; negociações estão encaminhadas e sem problemas

Rumores de possíveis discórdias entre o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná (Sindop) e sindicatos de trabalhadores portuários avulsos (tpas), fez o Vereador Luiz Maranhão de Sá Neto (PSB) aprovar um requerimento convidando as entidades e a Intersindical de Paranaguá para uma reunião no Palácio Carijó.

Por iniciativa da Comissão de Assuntos Portuários, na quarta-feira (30), representantes da comunidade portuária e lideranças sindicais dos tpas, juntamente com o autor do requerimento, Luizinho Maranhão, além do Vereador Tiago Kutz (PRB) e o Presidente da Comissão, Orlei Correa, discutiram temas como as negociações de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), trava de jornada de trabalho e multifuncionalidade entre as atividades de avulsos.  

Estiveram presentes, além dos vereadores, os presidentes sindicais Edson Cezar Aguiar (Sindop), Oziel Felisbino (Arrumadores), Ednei Silveira (Bloco), Marcos Ventura Alves (Vigia), Adilson Cordeiro da Silva (Sintraport) e João Lozano Baptista Estiva e Intersindical), além de lideranças como Everson Farias (Estiva), Eliel Teodoro dos Santos (Arrumadores), o Ex-presidente dos Consertadores, Jesiel Fonseca de Souza e o Assessor para Assuntos Sindicais da Prefeitura, Ezequias Ferreira Rederd, o Maré.Também participaram do encontro os representantes da empresa TCP, Thais Marques e Enrico Nichetti, e o Secretário Municipal do Trabalho, Bryan Roque.

Diferente do que se levou e discutiu no plenário da Câmara de Vereadores, o relacionamento entre os trabalhadores e a classe patronal está em conformidade com as negociações de ACT fechadas e outras por se consolidar e a CCT com o Sindop bem encaminhada.

Cobrada pelo Vereador Luizinho Maranhão, cada presidente apresentou sua situação diante dos representantes das empresas e o seu dirigente sindical, as demandas que acreditava existirem discórdias e impasses.
 

Negociações bem encaminhadas
 

De acordo com João Lozano, Presidente da Estiva e da Intersindical, toda negociação é demorada, mas ele afirmou que com o TCP está tudo certo e falta apenas finalizar um aditivo da faina (tipo de serviço) do Conexo, que está vigente e ainda tem mais um ano de validade. Da mesma forma, está a situação dos Arrumadores com o Terminal que fechou um aumento na tarifa de R$ 1,0 para R$ 1,08 e, em 2020, irá para R$ 1,10. O salário dia da categoria também teve aumento de 28,34%. Da mesma forma, no caso do Sindop está tudo certo e apenas aguardando o retorno da pauta para levar para a Assembleia da categoria.

Nas demais atividades, a situação está encaminhada faltando apenas fechar o ACT do Sintraport e Conferentes com o Sindop, algo que os dirigentes acreditam que será aprovada a proposta na Assembleia.

No Sindicato do Bloco, o presidente disse que está encaminhado e se discute apenas a multifunção. O único impasse que persiste no TCP é com os Portuários, que estão com sua ACT que venceu em janeiro deste ano e o novo acordo ainda não foi fechado.

No caso dos Vigias Portuários, que possuem apenas duas fainas, segundo o presidente, a negociação é fácil de ser fechada. Entretanto, foi anunciada na reunião, a absorção dos associados dos Consertadores pelo sindicato dos Vigias que, juntos, passarão a ter um quantitativo de 92 tpas.

O Secretário do Trabalho, Brayan Roque, ficou satisfeito por ver a harmonia entre o capital e trabalho e destacou o empenho do Prefeito Marcelo Elias Roque (Podemos) junto aos trabalhadores e à Intersindical, para que as negociações aconteçam e beneficiem a todos.       
 

Trava redistribui trabalho
 

O Presidente Edson Aguiar aproveitou a oportunidade para retirar todas as dúvidas dos vereadores que compõem a Comissão de Assuntos Portuários e Turismo e desmistificar questões consideradas polêmicas, como a trava na jornada de trabalho e as milhares de ações trabalhistas geradas por elas.

Ele confirmou o que todos os presidentes sindicais afirmaram sobre o relacionamento e o bom andamento de todas as negociações envolvendo a operação portuária. "Vivemos um momento de extrema harmonia, apesar de termos divergências naturais dentro da relação capital/trabalho. No entanto, há um respeito mútuo que só engrandece a cidade de Paranaguá. Esta situação harmônica e de respeito colabora para que cheguemos aos denominadores comuns dentro de uma negociação", disse Aguiar.

Sobre a polêmica da trava, ele esclareceu que foi a Justiça do Trabalho que criou mecanismos legais para garantir a saúde dos tpas, com o necessário descanso entre as jornadas de trabalho. Ele assegurou que seu retorno não é possível e defendeu que ela representa um risco imenso para toda a cidade. Porém, ressaltou que tal situação trouxe benefícios não só aos trabalhadores, além do investimento da saúde, como a redistribuição da mão de obra, garantindo renda para mais sindicalizados. Disse ainda que sem ela, as ações trabalhistas, por horas extras não requisitadas, permitem que os empresários invistam mais na operação portuária e, desta forma, mais cargas e trabalhadores venham para o porto.   


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