Paranaguá

SINDEESP protesta e cobra do CISLIPA pagamento da reposição inflacionária

Diretoria do SINDEESP representou os funcionários do SAMU
Diretoria do SINDEESP representou os funcionários do SAMU

Na sexta-feira, 05, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do Litoral do Paraná (SINDEESP) realizou uma manifestação contra o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA), o qual administra o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Diretores do Sindicato estiveram representando os trabalhadores que, de acordo com o Presidente Jaime Ferreira dos Santos, foram proibidos de participar, sob ameaça de represálias do Consórcio.

A mobilização partiu da sede do Sindicato, na Rua Vieira dos Santos, no Centro Histórico de Paranaguá, seguiu até à Praça do Guincho, ao lado do Restaurante Danúbio Azul, e teve como objetivo pedir a reposição inflacionária salarial. Este reajuste é um direito assegurado no Inciso X do Artigo 37 da Constituição Federal, o qual garante a revisão geral anual de salários, sempre na mesma data e sem distinção de índices, baseada nas perdas inflacionárias acumuladas nos 12 meses que antecedem à data-base da categoria.
 

Presidente garante que se não houver solução, o sindicato ingressará com ações trabalhistas

 

É um dia muito triste para os trabalhadores da saúde, mas também muito importante, pois este protesto será marcado na história. O trabalhador está pedindo a reposição salarial de 2016 e 2017 - por várias vezes tentamos negociar com a presidência do CISLIPA, mas fomos deixados de lado. Hoje estamos, mais uma vez, indo atrás dos direitos dos trabalhadores”, declara Jaime.

A diretoria do SINDEESP afirma que os funcionários do SAMU foram proibidos, pelo CISLIPA, de participar da mobilização, mesmo que estivessem de folga. “Eles sofreram ameaças de represálias. O Sindicato repudia essa ação antidemocrática”, diz.
 

Manifestantes exigem que seus direitos sejam respeitados


Audiência anulada

Jaime também comenta que aconteceu no dia 1º, na Justiça do Trabalho, em Curitiba, uma audiência solicitada pelo Consórcio, na qual afirmou que o Sindicato havia iniciado greve com os trabalhadores do Serviço de Atendimento. “Eles levaram essa reivindicação errada, se equivocaram, porque não fizemos nenhuma greve. Então o Desembargador e o Ministério Público anularam a audiência, praticamente foi um dia jogado fora”.   

De acordo com o presidente, uma nova reunião com a administração da associação de saúde, composta pelos prefeitos das cidades do litoral e presidida pelo Prefeito Marcelo Roque (PODEMOS), foi agendada para o dia 10. A intenção é que seja obtida uma solução viável para o problema, que se trata dos 13,22% da reposição e mais o retroativo. Os trabalhadores do SAMU já decidiram que o valor da reposição deve ser repassado em uma única parcela, mas o retroativo pode ser parcelado. “O indicativo de greve continua e, se dia 10 não houver um acordo, entraremos com ações trabalhistas na justiça”, garante.

Entenda

No dia 14 de setembro já havia sido realizada uma Assembleia Geral com os trabalhadores do órgão de atendimento dos sete municípios do litoral, onde foi discutido sobre o reajuste da reposição salarial que, segundo Jaime, não é pago desde 2016, e está acumulado em 13,22%. Na ocasião, os funcionários decidiram que a única proposta aceitável seria o pagamento do valor em uma única parcela. Além disto, os servidores também iniciaram o indicativo de greve, demonstrando a insatisfação e buscando uma solução para o pagamento da reposição. Foram confeccionadas faixas, cartazes e informativos para a população em geral, mostrando à comunidade a situação em que os profissionais de saúde se encontram.